Data Centers: lei que concede incentivos fiscais para empresas entra em vigor Entrou em vigor a lei que concede incentivos fiscais para empresas instalarem ou ampliarem centros de processamento de dados no Brasil. Para o ambiente virtual existir, é preciso uma obra de engenharia bem concreta: um data center.
“Qualquer vídeo a que a gente assista, quando a gente faz uma transação via PIX, por exemplo, no segmento financeiro, é porque tem um data center como esse sustentando toda essa operação”, afirma Marcos Siqueira, vice-presidente de empresa de data center. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia São prédios onde ninguém mora, mas que guardam dados de praticamente todo mundo.
No caso de nós, brasileiros, muitas informações estão em data centers fora do país, porque aqui faltam centros de processamento que deem conta de toda a demanda. São bilhões de dólares para construir e equipar um data center, e o setor diz que aliviar os impostos diminui bem esse custo. O Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, o Redata, suspende a cobrança do Imposto de Importação, do PIS/Cofins e do IPI na compra de componentes eletrônicos e bens de tecnologia da informação e comunicação.
Entram em vigor regras para ampliação de data centers no Brasil; veja vantagens e riscos desse mercado na era da IA Jornal Nacional/ Reprodução Segundo cálculos do setor, a estrutura de um data center padrão de IA custa, em média, US$ 1 bilhão. Os equipamentos são a parte mais cara: US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões. O benefício fiscal é aplicado nessa fase.
“É 26% mais caro instalar um data center no Brasil do que um investimento do mesmo porte nos Estados Unidos. Com a aprovação do Redata, essa desvantagem cai para 17%”, afirma Tatiana Ribeiro, diretora-executiva do Movimento Brasil Competitivo. O Brasil tem cerca de 200 data centers.
A inteligência artificial trouxe a necessidade de novos centros. O data center padrão de IA pode consumir 15 vezes mais energia do que outros centros processadores do mesmo tamanho. A nova lei determina que as empresas devem usar energia de fonte renovável ou de baixa emissão.
Entre as contrapartidas, 10% do serviço do data center devem ser destinados ao mercado interno. O setor avalia que o Brasil tem duas vantagens: uma matriz elétrica renovável e tecnologia para usar pouca água. “Foi adotado como tecnologia padrão, o sistema de refrigeração de circuito fechado, que funciona como um motor de carro.
Então, eu não consumo água no data center. Essa tecnologia no Brasil responde por mais de 90% a 95% de todos os data centers já construídos, e todos os novos trabalham com circuito fechado. O Redata vai atrair novos investimentos.
E a gente tem a possibilidade de, até 2030, quadruplicar ou quintuplicar o parque instalado de data centers no Brasil, que hoje é em torno de 1 gigawatt de carga de TI instalada”, explica Luís Tossi, vice-presidente da Associação Brasileira de Data Center. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Lula sanciona programa que reduz impostos para instalação e ampliação de data centers Congresso aprova financiamento do Redata e facilita emendas para cidades inadimplentes



