Caso Dalto: Julgamento chega ao segundo dia em Porto Velho Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa foram condenados pela morte do empresário Edson Nascimento Dalto. Jucelainy Coelho de Araújo, ex-esposa de Daniel, recebeu pena por ocultação de cadáver. O julgamento durou dois dias, em Porto Velho, e acabou na sexta-feira (16).
➡️Os dois homens eram empregados de Edson Dalto, dono de um mercado e de uma fazenda. Segundo as investigações, o empresário foi agredido e morto com uma colher de pau e seu corpo foi jogado em um rio na região de Candeias do Jamari (RO). Segundo a acusação, o homicídio ocorreu após uma discussão entre o empresário e os dois funcionários da propriedade rural por cobranças relacionadas ao trabalho e à administração do local.
O julgamento deveria ter acontecido em maio deste ano, mas foi adiado após os advogados de defesa abandonarem a sessão, no dia 12 daquele mês. Na ocasião, eles alegaram não ter tido tempo suficiente para analisar documentos anexados ao processo.
LEIA TAMBÉM: Caso Dalto: após adiamento, acusados de matar empresário com colher de pau vão a julgamento em Porto Velho Funcionários são presos por suspeita de matar empresário com colher de pau e jogar corpo em rio em RO Condenação e Penas Daniel foi condenado por homicídio triplamente qualificado, com as agravantes de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. Ele também foi apontado como o mentor da morte de Dalto.
A pena foi fixada em 28 anos de reclusão e 10 dias-multa, com início do cumprimento em regime fechado. William recebeu condenação pelos mesmos crimes e qualificadoras. A pena total foi estabelecida em 19 anos e 8 meses de prisão, além de 10 dias-multa, também em regime inicial fechado.
Já Jucelainy, ex- esposa de Daniel, foi condenada a um ano de reclusão e ao pagamento de 10 dias-multa por ocultação de cadáver. O juiz estabeleceu o regime aberto e substituiu a pena de prisão por uma restritiva de direitos, consistente na prestação de serviços. Daniel e William, que já se encontravam presos preventivamente, não poderão recorrer em liberdade.
Ao g1, a defesa dos réus informou que, embora respeite a decisão, deve recorrer porque "existem pontos do julgamento que merecem revisão". "Entendemos que existem questões jurídicas relevantes que merecem ser submetidas à apreciação do Tribunal de Justiça. Reafirmamos nosso compromisso com o devido processo legal, a ampla defesa e o exercício de todos os meios recursais legalmente assegurados", afirmou em nota.
Empresário desaparecido é encontrado morto em rio de Candeias do Jamari, RO Reprodução/internet Relembre o caso O corpo do empresário e fazendeiro Edson Nascimento, de 54 anos, foi encontrado em um rio de Candeias do Jamari (RO). Dois de seus funcionários foram presos suspeitos de matar o homem com uma colher de pau e ocultar o corpo. O crime aconteceu em 8 de maio de 2024, na Fazenda Evelin, localizada na zona rural de Candeias do Jamari (RO).
Os réus Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa foram presos dias depois e seguem detidos desde então. Edson estava desaparecido há três dias quando o corpo foi encontrado. Ele era dono de um mercado e de uma fazenda localizada no distrito de Triunfo, em Candeias do Jamari.
Os dois suspeitos são o gerente e um “peão” da fazenda. Um deles (o gerente) foi quem notificou o desaparecimento de Edson para a polícia. À esquerda, Daniel Barroso de Souza; à direita, William Borges Costa, acusados na Justiça de RO Reprodução Polícia Civil de Rondônia



