Mário Santana da Silva, condenado por assassinar ex com 20 facadas. Reprodução Um homem foi condenado a 46 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por matar a ex-companheira com mais de 20 facadas no bairro da Ponta da Terra, em Maceió. O julgamento aconteceu no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro.

📱Participe do canal do g1 Alagoas A sentença contra Mário Santana da Silva foi definida nesta terça-feira (3), durante julgamento na 9ª Vara Criminal da Capital. A vítima, Maria Amanda Farias dos Santos, era mãe de três filhos e estava separada do condenado desde abril. Segundo familiares, ela tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) sustentou as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e dissimulação, além do feminicídio e das circunstâncias de a vítima estar grávida e o crime ter ocorrido na presença de seus descendentes. De acordo com o MPAL, Mário insistiu para que Amanda fosse até a casa da avó dele, na Ponta da Terra. No local, os dois discutiram, e o homem atacou a ex-companheira com golpes de faca.

A promotora de Justiça Adilza Freitas, que atuou no julgamento, destacou a gravidade do crime e alertou para os riscos enfrentados por mulheres após o fim de relacionamentos. Relembre o crime Maria Amanda Farias dos Santos, vítima de feminicídio. Reprodução Maria Amanda foi assassinada na madrugada de um sábado (21), dentro da casa da avó do ex-companheiro, no bairro da Ponta da Terra.

Segundo a perícia, a vítima foi atingida por mais de 20 facadas. A arma usada no crime foi encontrada quebrada. Após o assassinato, Mário fugiu, mas foi localizado por policiais militares enquanto caminhava pela rodovia AL-101 Sul, com as roupas sujas de sangue.

Ele confessou o crime durante a abordagem. Na ocasião, o homem afirmou à polícia que havia discutido com Amanda após receber a informação de que o atual namorado dela teria agredido a filha de 2 anos do casal. Segundo o relato dele, a discussão terminou com o ataque a facadas.

Ele disse não se lembrar de quantos golpes havia desferido. Familiares da vítima, no entanto, acreditavam que o crime foi motivado pelo fato de Mário não aceitar o fim do relacionamento. Amanda morava no bairro da Levada e costumava levar os filhos à casa da avó paterna para que mantivessem contato com o pai.

Dos três filhos que deixou, dois eram do relacionamento com o condenado: uma menina de 2 anos e um menino de 9 anos. Após a prisão, Mário foi levado à Central de Flagrantes, onde foi autuado por feminicídio. Posteriormente, passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva mantida.