Hadassa Oliveira Marques foi espancada em um parque de Rio Branco Reprodução Hadassa Oliveira Marques, de 23 anos, segue internada no Pronto-Socorro de Rio Branco se recuperando das agressões que sofreu no Parque do Igarapé São Francisco no último domingo (25). Mesmo ainda muito machucada, a vítima conseguiu contar para a família que um cliente a chamou para um programa sexual e lá começaram as agressões. Ela foi deixada desacordada e sem roupas no parque.

Hadassa foi agredida principalmente na região do rosto. Ela aguarda um procedimento no maxilar, que foi quebrado nas agressões. O nariz de Hadassa também foi ferido gravemente.

(Veja abaixo como denunciar casos de violência contra à mulher) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp "A pessoa que fez isso ou a levou para essa emboscada se apresentou como cliente e pediu para ela ir para um lugar mais reservado. Acredito que não foi só uma pessoa que fez isso com minha irmã. Fui com os policiais até lá, encontraram algumas casas com câmeras e vão pegar as imagens.

Acredito que foi um crime de ódio", lamentou a técnica de enfermagem e irmã de Hadassa, Rafaela Oliveira. O Ministério Público do Acre (MP-AC) divulgou que o Centro de Atendimento à Vítima (CAC) acompanha o caso. A equipe mantém contato com a assistêncial social do Pronto-Socorro de Rio Branco, onde Hadassa está internada.

Família cobra por justiça após mulher trans ser agredida em parque em Rio Branco Ao g1, a Polícia Civil confirmou que o caso foi apurado, inicialmente, pela Delegacia da 5ª Regional. Depois, a ocorrência foi encaminhada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que colhe os depoimentos e segue com as investigações. A polícia pede que, quem tiver informações sobre o suspeito, entre em contato nos telefones 181, 190 ou (68) 99922-1111.

A identidade é preservada. Agressões Ainda segundo Rafaela, Hadassa contou que lembra apenas o início das agressões, que começaram quando ela estava de costas. Com o maxilar quebrado, a vítima ainda não consegue falar e relatar o que houve.

"Hadassa é de uma família humilde, mas ela tem uma família que ama está destruída. E mesmo quem não tem ninguém, ainda é um ser humano e merece respeito. Por causa do preconceito da sociedade, que fecha as portas, o programa muitas vezes acaba sendo a única opção de sobrevivência para a maioria dessas mulheres.

Mas, isso não tira a humanidade de ninguém", criticou. LEIA MAIS: Ligação de emergência auxilia no resgate de mulheres vítimas de violência no Acre; veja como denunciar Mulher trans em situação de rua é agredida a golpes de terçado no Centro de Rio Branco Uma semana depois de mulher trans ser ferida com facão, mais um morador em situação de rua é agredido em Rio Branco Para a técnica de enfermagem, Hadassa foi vítima de um crime de ódio.

"Como é que uma pessoa com tanto ódio no coração faz uma barbaridade dessa e depois deita a cabeça no travesseiro pra dormir em paz? A gente não quer politicagem nem sensacionalismo. A minha família exige justiça", frisou.

Agressões ocorreram no Parque do Igarapé São Francisco, em Rio Branco Reprodução Rafaela relatou também que a irmã conseguiu comer apenas nesta quinta-feira (29) após apresentar melhoras. "Conseguiu comer um pouco, tomou café. Estava todos esses dias sem comer.

Ontem [quarta-feira, 28], conseguiu falar um pouquinho do que se lembra, com muita dificuldade", destacou. A técnica se emociona ao falar de Hadassa e diz que a irmã é um milagre. "Destruíram o rosto dela e largaram nua no meio do nada.

As autoridades precisam tomar conta daquele espaço, porque aquilo está insalubre, abandonado e perigoso para qualquer pessoa. Queremos que o responsável pague por essa agressão covarde. A Hadassa está viva por um milagre", finalizou.

A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: Polícia Militar - 190: quando a mulher está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre.

Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos.

A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Reveja os telejornais do Acre