Elefante Sandro segue viagem a santuário após despedida emocionante e protesto em Sorocaba A viagem do elefante Sandro rumo ao Santuário de Elefantes Brasil, na Chapada dos Guimarães (MT), exige uma operação de grande porte. O animal saiu de um zoológico de Sorocaba (SP), comovendo moradores e até gerando protestos, tamanho o carinho despertado pelo “grandão”. Veja no vídeo acima.

Elefante Sandro faz parada para lanche de frutas e capim em Campo Grande a caminho de santuário Além de um caminhão especialmente preparado para o transporte, o comboio conta com van, carro de apoio, motoristas e uma série de equipamentos para atender às necessidades do animal durante o trajeto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Sandro viaja com dois aparelhos de ar-condicionado, que mantêm a temperatura entre 18°C e 20°C.

O percurso também é marcado por paradas programadas para evitar que o animal seja submetido a esforço excessivo. Durante a passagem da megaoperação por Campo Grande o biólogo e diretor do Santuário de Elefantes Brasil, Daniel Moura, a previsão é de que a viagem dure dois dias, mas a equipe trabalha com uma margem de segurança caso seja necessário prolongar o percurso. Elefante Sandro, em Campo Grande (MS) Thauana Luares “A gente vai ajustando conforme a situação vai acontecendo.

Mas, em torno da viagem inteira, em média, são umas 10 paradas. É um comboio com van e carro de apoio, além dos motoristas do caminhão”, explica. A operação envolve 13 pessoas, entre integrantes da equipe, motoristas e profissionais que acompanham o transporte.

A equipe também transporta equipamentos que podem ser necessários durante o deslocamento, como utensílios para preparar a alimentação de Sandro, um gerador de energia e uma caixa d’água com capacidade para mil litros. Caixa onde Sandro, o Elefante, chega a Campo Grande Thauana Luares “A gente carrega todo o equipamento para picar a comida dele, se precisar, um gerador caso precise de energia no meio do caminho e uma caixa d’água de mil litros, caso a gente não consiga usar em nenhum ponto.

A previsão é de dois dias de viagem, mas a gente sempre leva um excedente”, afirma Daniel 700 quilos de comida para a viagem Outro detalhe que chama a atenção na operação é a quantidade de alimento levada para Sandro. Ao todo, são cerca de 700 quilos de comida preparada para o elefante, que, segundo a equipe, sente bastante fome durante o trajeto. A carga inclui aproximadamente 500 quilos de capim, 50 quilos de abóbora, 30 quilos de banana e 11 quilos de cenoura.

O tratador Sergio Domingues e o elefante Sandro no zoo de Sorocaba (SP) Eric Mantuan / g1 A dieta segue, neste primeiro momento, o mesmo padrão alimentar que Sandro recebia no zoológico onde vivia. O cardápio inclui capim, ração, cana-de-açúcar, frutas como melancia, mamão, melão e maçã, além de beterraba e cenoura. A manutenção da alimentação habitual tem um motivo importante: Sandro apresenta problemas dentários.

“Ele tem problema nos dentes. Então, a alimentação dele é picada. Geralmente, elefantes comem alimentação sólida, grande.

Nesse caso, no zoológico, eles já estavam dando alimentação picada. A gente está mantendo a mesma rotina porque não sabe a situação dos dentes”, explica Daniel. Segundo o biólogo, a equipe ainda precisará conhecer melhor a condição da boca do animal.

Isso deverá ocorrer depois que Sandro passar por um período de adaptação e treinamento no santuário. “Só depois de um treinamento, de fato, que a gente vai saber qual é a situação da boca dele. Até lá, a gente tem que manter a mesma alimentação para não ter nenhum tipo de desarranjo ou ele perder o apetite”, afirma.

Cuidados com as patas Além dos dentes, outro ponto de atenção para a equipe são as patas de Sandro. De acordo com Daniel, problemas nessa região estão entre as principais causas de morte de elefantes mantidos em cativeiro. “Uma das coisas que mais mata elefantes em cativeiro é problema nas patas.

Elefante é muito grande, ele precisa distribuir o peso em lugares macios”, explica. Daniel destaca que a estrutura das patas dos elefantes é diferente da de outros animais de grande porte. “Ele não tem um casco, ele tem uma pata e tem amortecedores na pata.” Segundo o biólogo, a permanência prolongada sobre superfícies de concreto pode representar um problema para esses animais.

“Eles geralmente ficam trancafiados por muitas horas em concreto, por ser fácil de limpar, mas isso causa um problema de saúde muito grande para esses animais”, afirma. A preocupação com as patas também ganha um significado especial na história de Sandro. Ele é atualmente o único elefante macho asiático vivendo no Brasil e, durante o período em que esteve no zoológico de Sorocaba (SP), viveu ao lado de uma companheira da mesma espécie.

Ela morreu em 2020 em decorrência de problemas na pata. Sandro, o "Trombadinha" Capturado ainda filhote na Ásia, Sandro chegou ao Quinzinho de Barros em janeiro de 1982, após ser transferido de um circo. O elefante passou por um processo de adaptação até se acostumar ao novo ambiente.

Com o passar dos anos, tornou-se uma das principais atrações do zoológico de Sorocaba. Antes de ganhar o nome de Sandro, o elefante era chamado de "Trombadinha". Quando chegou em Sorocaba, Sandro era um elefante adolescente.

Quando chegou no zoo, Sandro pesava "apenas" duas toneladas, sendo que a média de um elefante asiático adulto é o dobro deste peso. A dieta do animal é composta por 250 quilos de alimento, sendo 150 somente de capim. O cardápio também inclui uma variedade de frutas e sucos, sendo que o de beterraba é o favorito dele.

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