Candidatos ao governo de Rondônia em 2026 (ordem alfabética) Redes Sociais/Reprodução A disputa pelo governo de Rondônia em 2026 foi marcada por debates concentrados em torno de serviços essenciais ao estado: saúde, segurança pública, infraestrutura e regularização fundiária. Esses assuntos apareceram com frequência em entrevistas, debates e atos de campanha.
Outro assunto que esteve presente na disputa eleitoral, gerando assuntos nos confrontos entre os candidatos, foi batalha jurídica envolvendo a candidatura de Samuel Costa (PSB). A direção nacional do partido destituiu o diretório estadual e decidiu apoiar a candidatura de Expedito Netto (PT), mas Samuel contestou a medida na Justiça e manteve sua campanha até o fim.
Participam da disputa pelo governo de Rondônia: Adailton Furia (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (União), Marcos Rogério (PL), Pedro Abib (MDB) e Samuel Costa (PSB). Os candidatos priorizaram agendas na Capital, mas também marcaram forte presença em municípios como Ji-Paraná, Cacoal e regiões ligadas ao agronegócio. A descentralização dos serviços foi uma promessa constante.
Veja os destaques da campanha por assunto: Saúde pública A saúde pública esteve no centro da campanha. Praticamente todos os principais candidatos apresentaram propostas relacionadas à situação do Hospital João Paulo II e à necessidade de ampliar ou descentralizar o atendimento no estado. As duas pesquisas Quaest realizadas pela Rede Amazônica antes deste sábado (3) apontam que, para os eleitores, a saúde é o principal problema do estado.
Eles também citam infraestrutura e violência. De forma resumida: Adailton Fúria focou na criação de um Hospital dos Acidentados e na estadualização do hospital municipal de Ji-Paraná. Expedito Netto propôs a construção de uma nova unidade e também a expansão dos serviços para o interior.
Hildon Chaves prometeu entregar um novo Hospital João Paulo II em dois anos e meio utilizando um modelo de parceria com a iniciativa privada.. Marcos Rogério defendeu a construção de um Hospital de Traumas em Ji-Paraná e de uma nova unidade de urgência na capital. Pedro Abib também falou sobre regionalizar os serviços e descentralizar os atendimentos na capital.
Samuel Costa propôs aumentar a oferta de profissionais no sistema de saúde através de parceria com instituições de ensino. Segurança pública O déficit de efetivo policial e o combate à criminalidade dominaram a pauta de segurança pública. Houve consenso sobre a necessidade de realizar concursos públicos para ampliar as forças de segurança.
A violência contra a mulher teve destaque especial, impulsionada pelos altos índices de feminicídio em Rondônia. As propostas envolvem ampliação da Patrulha Maria da Penha e o uso de tecnologia, como sistemas digitais de emergência e monitoramento de agressores. A criação de abrigos e o fortalecimento das delegacias especializadas também foram defendidos por diversos candidatos.
O tema foi tratado tanto nas entrevistas quanto nos planos de governo analisados pelo g1. Leia mais: No 2º estado que mais mata mulher, quais são as propostas dos candidatos ao governo de RO contra o feminicídio? Infraestrutura e agronegócio Outro assunto recorrente foi a infraestrutura de transporte.
Os candidatos discutiram a condição das rodovias, o custo logístico para a produção agrícola e o impacto dos pedágios na BR-364. Nos debates também apareceram propostas de expansão da malha rodoviária, pavimentação e melhoria da logística para o escoamento da produção agropecuária. Impasse político nos debates Paralelamente às propostas, a campanha foi marcada por um conflito jurídico e político envolvendo o PSB e o PT.
A direção nacional do PSB destituiu o diretório estadual para cancelar candidaturas próprias e apoiar Expedito Netto (PT). Samuel Costa (PSB), que havia sido lançado ao governo, recorreu à Justiça Eleitoral e conseguiu manter sua candidatura. O impasse foi levado aos debates televisivos.
Costa acusou adversários de tentarem "puxar seu tapete". Netto rebateu afirmando que não lhe cabia explicar decisões internas de outro partido.



