Plenário da Câmara dos Deputados Bruno Spada / Câmara dos Deputados A pessoa física com o maior volume de doações feitas a campanhas eleitorais até agora é Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do conselho de administração da Cosan, holding brasileira de investimentos em negócios e infraestrutura. Com o resultado do primeiro turno, Mello financiou a candidatura de 13 nomes eleitos em assembleias legislativas e na Câmara dos Deputados. Ao todo, o empresário enviou R$ 6,6 milhões a 38 destinatários diferentes.
Levantamento feito pelo g1 mostra que os beneficiários estão divididos entre: Não eleitos: 14 (10 eram candidatos à Câmara dos Deputados, e 4 a assembleias legislativas). Total de doações: R$ 1,95 milhão. Eleitos: 13 (9 foram eleitos deputados federais e 4 deputados estaduais).
Total de doações: R$ 1,70 milhão. Suplentes: 3 (todos ficaram como suplentes de seus partidos nas assembleias legislativas estaduais). Total de doações: R$ 450 mil.
Diretórios partidários: 8 (1 diretório nacional e 7 diretórios estaduais). Total de doações: R$ 2,5 milhões. Mello fez doações diretas somente a candidatos do Legislativo.
Não enviou repasses a candidatos à Presidência, a governador e nem ao Senado. SAIBA MAIS: Veja dados da apuração em todo o país MAPA DA APURAÇÃO: veja como foi a votação no 1º turno O principal partido atendido pelo empresário foi o PSD, destino de 5 doações diferentes. Outras siglas reincidentes são o PL e o Republicanos, com 4 candidatos atendidos cada um.
Também aparecem PT, PP, MDB, Podemos, PSDB, PSB e Novo. O PP foi o partido que recebeu a maior quantia de dinheiro entre as siglas. Agora no g1 Além disso, Mello priorizou candidatos que concorreram pelo estado de São Paulo: eles representam mais de um terço dos destinatários dos seus recursos.
Mato Grosso, Paraná e Sergipe também aparecem com frequência. O estado nordestino concentra R$ 1 milhão das suas doações, divididos entre 3 candidaturas diferentes. Veja mais detalhes sobre as candidaturas que receberam repasses de Mello: Eleitos: Pedro Lupion, candidato a deputado federal pelo Republicanos no Paraná.
Foi eleito com 1,76% dos votos. Recebeu R$ 300 mil. Gustinho Ribeiro, candidato a deputado federal pelo PP em Sergipe.
Foi eleito com 4,5% dos votos. Recebeu R$ 300 mil. Carlos Alberto Zarattini, candidato a deputado federal pelo PT em São Paulo.
Foi eleito com 0,5% dos votos. Recebeu R$ 200 mil. Luciano Pimentel, candidato a deputado estadual pelo PL em Sergipe.
Foi eleito com 2,22% dos votos válidos. Recebeu R$ 200 mil. Silvio Costa Filho, candidato a deputado federal pelo Republicanos em Pernambuco.
Foi eleito com 3,24% dos votos válidos. Recebeu R$ 100 mil. Carla Morando, candidata a deputada estadual pelo PSD em São Paulo.
Foi eleita com 0,41% dos votos válidos. Recebeu R$ 100 mil. João Bacelar Filho, candidato a deputado federal pelo PL na Bahia.
Foi eleito com 1,29% dos votos válidos. Recebeu R$ 100 mil. Sergio Souza, candidato a deputado federal pelo MDB no Paraná.
Foi eleito com 1,12% dos votos válidos. Recebeu R$ 100 mil. Arlindo Chinaglia, candidato a deputado federal pelo PT em São Paulo.
Foi eleito com 0,52% dos votos. Recebeu R$ 100 mil. Carlos Avallone, candidato a deputado estadual pelo PSDB em Mato Grosso.
Foi eleito com 1,61% dos votos válidos. Recebeu R$ 50 mil. Capitão Alden, candidato a deputado federal pelo PL na Bahia.
Foi eleito com 1,27% dos votos. Recebeu R$ 50 mil. Coronel Roveri, candidato a deputado federal pelo Podemos em Mato Grosso.
Foi eleito com 2,48% dos votos válidos. Recebeu R$ 50 mil. Franco Sardelli, candidato a deputado estadual pelo PL em São Paulo.
Foi eleito com 0,42% dos votos válidos. Recebeu R$ 50 mil. Suplentes João Junior, candidato a deputado estadual pelo Democratas em Minas Gerais.
Ficou como suplente do partido, com 0,27% dos votos válidos. Recebeu R$ 200 mil. João Barroso Filho, candidato a deputado estadual pelo PSDB no Ceará.
Ficou como suplente do partido, com 0,18% dos votos válidos. Recebeu R$ 150 mil. Eduardo Botelho, candidato a deputado estadual pelo MDB em Mato Grosso.
Ficou como suplente do partido, com 3,88% dos votos válidos. Recebeu R$ 100 mil. Não eleitos Levi Oliveira, candidato a deputado federal pelo PP em Sergipe.
Não foi eleito. Recebeu 3,09% dos votos. Recebeu R$ 500 mil.
Marcel Rangel Cruz de Oliveira, candidato a deputado federal pelo PSD no Paraná. Não foi eleito. Recebeu 1% dos votos.
Recebeu R$ 300 mil. Antonio Carlos Rodrigues, candidato a deputado federal pelo Podemos em São Paulo. Não foi eleito.
Recebeu 0,28% dos votos. Recebeu R$ 200 mil. Mateus Simões, candidato a governador de Minas Gerais pelo PSD.
Não foi eleito. Recebeu 4,65% dos votos. Recebeu R$ 150 mil.
José Dirceu, candidato a deputado federal pelo PT em São Paulo. Não foi eleito. Recebeu 0,33% dos votos válidos.
Recebeu R$ 100 mil. Jéssica Riva, candidata a deputada estadual pelo MDB em Mato Grosso. Não foi eleita.
Recebeu 1,35% dos votos válidos. Recebeu R$ 100 mil. Hugo Leal, candidato a deputado federal pelo PSD no Rio de Janeiro.
Não foi eleito. Recebeu 0,65% dos votos. Recebeu R$ 100 mil.
Onyx Lorenzoni, candidato a deputado federal pelo PP no Rio Grande do Sul. Não foi eleito. Recebeu 0,67% dos votos válidos.
Recebeu R$ 100 mil. Marco Vinholi, candidato a deputado federal pelo Republicanos em São Paulo. Não foi eleito.
Recebeu 0,34% dos votos válidos. Recebeu R$ 100 mil. Thiago Virgílio, candidato a deputado estadual pelo Republicanos no Rio de Janeiro.
Não foi eleito. Recebeu 0,28% dos votos. Recebeu R$ 100 mil.
Alex Lacerda, candidato a deputado federal pelo PSB em São Paulo. Não foi eleito. Recebeu 0,04% dos votos válidos.
Recebeu R$ 50 mil. George Hato, candidato a deputado estadual pelo MDB em São Paulo. Não foi eleito.
Recebeu 0,25% dos votos válidos. Recebeu R$ 50 mil. Rodini, candidato a deputado estadual pelo Novo em São Paulo.
Não foi eleito. Recebeu 0,07% dos votos válidos. Recebeu R$ 50 mil.
Luiz Dalben, candidato a deputado federal pelo PSD em São Paulo. Não foi eleito. Recebeu 0,06% dos votos válidos.
Recebeu R$ 50 mil. Diretórios partidários Direção Nacional do MDB: R$ 1 milhão Direção estadual do Republicanos em Mato Grosso: R$ 600 mil Direção estadual do PL em Tocantins: R$ 300 mil Direção estadual do PP no Mato Grosso do Sul: R$ 200 mil Direção estadual do PSD em Minas Gerais: R$ 150 mil Direção estadual do PL em Pernambuco: R$ 100 mil Direção estadual do Republicanos no Paraná: R$ 100 mil Direção estadual do Podemos em Mato Grosso: R$ 50 mil Como funcionam as doações para as campanhas?
Qualquer pessoa física pode apoiar financeiramente candidatas, candidatos ou partidos políticos. As doações devem ser feitas de forma identificada e rastreável. Márcio Nogueira, especialista em Direito Eleitoral e Digital e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RO), explica que candidatos e partidos podem arrecadar recursos até o dia da eleição.
Depois disso, a arrecadação só pode continuar em uma situação específica: para quitar despesas de campanha já realizadas, mas ainda não pagas. Nem toda doação eleitoral precisa ser feita em dinheiro. Pessoas físicas também podem ceder bens ou prestar serviços gratuitamente à campanha, contribuições registradas como “doações estimáveis em dinheiro”.
Segundo Nogueira, doações em dinheiro são limitadas a 10% dos rendimentos brutos do doador no ano anterior à eleição. Já bens e serviços podem ser doados até o valor estimado de R$ 40 mil por doador; acima disso, aplica-se o limite de 10%. A legislação também determina que os bens pertençam ao doador e que os serviços sejam prestados por ele próprio.
O valor declarado deve ser compatível com os preços praticados no mercado.



