No interior de SP, queda de passarela provoca duas mortes na Rodovia Fernão Dias Jornal Nacional/ Reprodução O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ofereceu denúncia contra o motorista da carreta que derrubou uma passarela de pedestres e provocou a morte de duas pessoas na Rodovia Fernão Dias (BR-381), em Vargem, no interior de São Paulo. O acidente aconteceu no último dia 18 de agosto.
Na ocasião, Deyvidson Temudo de Oliveira transportava um caminhão "fora de estrada" sobre um veículo de carga (prancha) quando a parte superior da carga colidiu contra a viga principal da passarela. Com o impacto, a estrutura de concreto desabou sobre a rodovia e atingiu dois veículos que trafegavam no local.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Na denúncia assinada pelo promotor Henrique Freitas Fernandes, o MP-SP requereu a responsabilização do motorista por dois homicídios qualificados consumados e um homicídio qualificado tentado. A Promotoria entendeu que o acusado agiu com dolo eventual — ou seja, assumiu o risco de causar as mortes e o acidente.
Queda de passarela: MP diz que motorista assumir o risco de matar Segundo a acusação, Deyvidson é motorista profissional e tinha plena ciência de que a carga ultrapassava os limites de altura e largura autorizados para o trajeto, além de transitar em velocidade elevada e realizar ultrapassagem em trecho sabidamente dotado de pontes e viadutos. A colisão provocou a morte de Douglas Soares Quaresma e de sua mãe, Rosangela Carlos Soares Chaves.
O condutor de um segundo caminhão atingido pela passarela, Fabiano de Andrade Silva, sobreviveu ao impacto. Além da condenação pelos crimes, o Ministério Público solicitou a manutenção da prisão preventiva do denunciado, a realização de perícias complementares e a fixação de valor mínimo para reparação de danos morais e materiais aos familiares das vítimas e ao sobrevivente. Ainda não há um prazo para a decisão da Justiça.
Em nota, a defesa do suspeito disse que tomou conhecimento do oferecimento da denúncia pelo Ministério Público e entende que a imputação de dolo eventual não encontra amparo legal, considerando os elementos produzidos até a presente data. Especialmente pelo fato de existirem várias diligências a serem realizadas.
"Reforça-se que Deyvidson não registra antecedentes criminais, colaborou integralmente com as autoridades desde o primeiro momento e se submeteu voluntariamente a teste de etilômetro, com resultado negativo. Os documentos já juntados aos autos, inclusive a Autorização Especial de Trânsito expedida pelo DNIT para o transporte, são compatíveis com a carga efetivamente transportada, o que afasta, na visão da defesa, qualquer consciência de irregularidade por parte do motorista", disse a advogada na nota.
"Cabe destacar, ainda, que os laudos periciais essenciais para o esclarecimento da dinâmica do acidente — como o exame do tacógrafo e o laudo técnico da Polícia Rodoviária Federal — ainda não foram concluídos. A defesa confia que a Justiça, à luz do conjunto probatório, reconhecerá tratar-se de um trágico acidente de trânsito, e não de conduta dolosa, e seguirá atuando por todos os meios legais cabíveis para demonstrar essa tese, inclusive quanto à manutenção injusta da prisão preventiva", completou.
Passarela ficou destruída após acidente na Rodovia Fernão Dias, em Vargem Lucas Rangel/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina



