Casos de Mpox aumentam 7 vezes no Rio em dois meses Os casos de Mpox estão em alta no Rio de Janeiro. Nos últimos dois meses, a capital confirmou mais de 70 infecções pela doença, sete vezes o número registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do avanço, a cidade está sem doses da vacina contra o vírus.
Os dados são do Observatório Epidemiológico do município do Rio. Setembro registrou 45 casos, o maior número para um único mês em três anos. Em outubro, até o momento do levantamento, foram outras 29 confirmações.
Somados, os dois meses já contabilizam 74 casos. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados apenas 10. Atualmente, dez pessoas estão internadas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte da cidade.
A Mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus. Entre os principais sintomas estão febre, dores no corpo e lesões na pele, que podem evoluir para bolhas. Mpox Reprodução A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais e secreções de uma pessoa infectada.
Também pode acontecer pelo contato com objetos e materiais contaminados. A maioria dos pacientes apresenta evolução leve ou moderada, mas a doença pode provocar complicações graves e levar à morte. ✅ Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp Vacinação é indicada para grupos específicos Existe vacina contra a Mpox, mas a imunização é destinada a grupos específicos.
Segundo o Ministério da Saúde, são prioritários: Pessoas vivendo com HIV que apresentam comprometimento grave do sistema imunológico; Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o vírus; Pessoas que tiveram contato de risco com casos suspeitos ou confirmados da doença. O deputado federal Daniel Soranz (PSD), ex-secretário municipal de Saúde do Rio e presidente da Frente Parlamentar da Vacina no Congresso Nacional, defende a compra de mais doses pelo Ministério da Saúde.
Segundo ele, o aumento de casos na capital acende um alerta para outras regiões do país. “A compra da vacina monkeypox é essencial para evitar a disseminação da doença e garantir a proteção dos grupos mais vulneráveis. A Frente Parlamentar da Vacina estimula e cobra que cada vez mais a gente tenha vacina no tempo correto e no momento que as pessoas precisam.
Aqui no Rio de Janeiro, o aumento do número de casos liga um alerta para todo o Brasil”, afirmou. O avanço da doença não se restringe à capital. Em todo o estado do Rio de Janeiro, já são 211 casos confirmados em 2026, número superior aos 119 registrados durante todo o ano passado.
Outros 119 casos suspeitos ainda estão em investigação. O infectologista Celso Ferreira Ramos Filho orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento médico para avaliação e diagnóstico. “O que a pessoa tem que fazer é correr para o médico.
Essa é uma doença contagiosa por via sexual, por via aérea também, então as outras pessoas que estejam próximas estão sob risco de contaminação”, afirmou.



