Rio Tapajós baixa e acende alerta: estiagem e calor preocupam comunidades ribeirinhas O rio Tapajós atingiu a marca de 2,03 metros nesta quarta-feira (7) e ficou abaixo da cota de alerta, estabelecida em 2,10 metros, em Santarém, no oeste do Pará. O recuo acumulado de 53 centímetros registrado na primeira semana de outubro decorre do tempo quente e da ausência de precipitações, gerando preocupação com a navegabilidade e o atendimento a famílias ribeirinhas.

✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Diante da descida rápida da água, a Defesa Civil intensificou as vistorias de campo e avalia formalizar ao prefeito um pedido de decretação de situação de emergência por estiagem. De acordo com o coordenador do órgão, Darlison Maia, equipes realizam relatórios fotográficos para inserção no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID).

"Nós já fizemos visitas em algumas comunidades para fazer o nosso registro fotográfico para inserir no sistema S2ID. Na próxima sexta-feira, nós vamos em mais quatro comunidades fazer esses registros para a gente solicitar a decretação de situação de emergência por estiagem." Faixa de areia avança na orla de Santarém com o recuo das águas do rio Tapajós abaixo da cota de alerta.

Reprodução/TV Tápajós Apoio a comunidades e histórico A prefeitura destinou veículos da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca para a comunidade de Urucurituba, auxiliando no transporte de mercadorias prejudicado pela baixa do canal fluvial. O planejamento municipal também prevê distribuição de ajuda humanitária caso o isolamento de novos pontos ribeirinhos se confirme nos próximos dias. A medição atual difere dos registros anotados no mesmo período de períodos passados.

Em 2023, o nível do rio estava em 1,10 metro no início de outubro, enquanto em 2024 a régua indicava apenas 22 centímetros, período em que a região enfrentou seca severa. Influência das cabeceiras e tempo seco Além da escassez hídrica local, a vazão do rio depende diretamente das chuvas nas cabeceiras situadas no estado do Mato Grosso. Conforme o meteorologista Alex Santos, a chegada desse volume hídrico ao leito do Tapajós demanda tempo devido à defasagem natural do escoamento subterrâneo e superficial.

"Ali nós observamos de fato já sinais da presença de chuva, mas ainda é cedo porque existe uma defasagem nesse transporte. Então é necessário que esse transporte primeiro emerja nas águas e aí sim seja transportado subsuperficialmente para a nossa região." A previsão meteorológica para os próximos dias aponta permanência de tempo firme, com umidade do ar reduzida e baixa probabilidade de chuva em Santarém.

O cenário de calor intenso também exige cuidados redobrados com a saúde da população urbana, sobretudo em pessoas com histórico de doenças respiratórias e renais. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região