Márcio Canella, 2º deputado estadual mais votado do RJ, e Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil, são presos pela PF Com a prisão do delegado Marcus Amim, nesta quinta-feira (15), na 8ª fase da Operação Unha e Carne, o RJ passa a ter 5 ex-chefes da Polícia Civil do Rio de Janeiro presos, desde 2008, por suspeita de envolvimento em algum tipo de crime. Relembre abaixo as prisões.
Marcus Amim Marcus Amim Divulgação De acordo com a Polícia Federal, Amim faz parte de "uma organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro”. “O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional”, afirma a corporação. O ex-secretário é investigado por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, entre outros crimes.
O delegado aparece como sócio da “J R Conveniências” em um posto de gasolina de Niterói, desde 2021. Rivaldo Barbosa Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos de prisão Fábio Motta/Estadão Conteúdo Em 2024, o ex-secretário da Polícia Civil foi preso pela Polícia Federal. De acordo com a instituição, Barbosa sabia do plano dos irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão de matar Marielle.
A TV Globo apurou que ele teria combinado de não avançar as investigações. Em fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Barbosa a 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução à Justiça e corrupção. Ele também perdeu a função pública.
Allan Turnowski Allan Turnowski Reprodução/TV Globo Em 2022, o Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu o ex-secretário de Polícia Civil Allan Turnowski. Ele foi detido por suspeita de organização criminosa e envolvimento com o jogo do bicho. Turnowski deixou o cargo naquele ano para se candidatar a uma vaga de deputado federal pelo PL.
Segundo as investigações, ele recebia propina do jogo do bicho e estava envolvido em um plano para assassinar o bicheiro Rogério Andrade. No entanto, menos de um mês depois, ele foi solto por decisão do ministro Nunes Marques, do STF, mediante medidas cautelares — como não acessar repartições da polícia. No começo do ano, 2ª Turma do STF decidiu, por maioria, anular e suspender todos os atos do processo criminal contra o ex-secretário.
Segundo o entendimento da Corte, o processo não poderia tramitar na 1ª Vara de Organização Criminosa, responsável pelo caso desde a prisão do ex-secretário, em 2022. Com a decisão, todos os atos praticados pelo juízo de 1º grau foram anulados, e o caso passou a tramitar no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), responsável por julgar autoridades com prerrogativa de foro.
Álvaro Lins Álvaro Lins Reprodução Em 2008, o então deputado estadual e ex-chefe da Polícia no governo de Anthony Garotinho, Álvaro Lins foi preso por suspeita de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação ao contrabando. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Lins e seu grupo forjaram uma organização criminosa que usou a estrutura da Polícia Civil do Rio de Janeiro para praticar lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção.
Lins acabou sendo condenado a 28 anos de prisão por ter chefiado a quadrilha. Mas, em 2009, foi solto. Em 2024, após 15 anos de demissão da corporação em meio a um processo criminal, ele foi reintegrado à corporação.
Ricardo Hallak Delegado Ricardo Hallak, ex-Chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro Reprodução Também em 2008, Ricardo Hallak foi preso pela Polícia Federal na Operação Segurança Pública S/A. O delegado foi denunciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Hallak foi condenado a 5 anos e nove meses de prisão por corrupção passiva.
Durante um ano, a Polícia Federal monitorou, por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, conversas entre os principais integrantes da quadrilha. Num dos trechos, Hallak aparece acertando represálias a uma delegacia que não fazia parte do esquema de pagamento de propina. Em 2020, a ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Ricardo Hallak que buscava reduzir a pena dele pelo crime de corrupção passiva.
Hallak morreu em 2023, após ser vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).



