Donald Trump fala a jornalistas ao deixar a Casa Branca, em Washington, em 13 de outubro de 2026. Kevin Lamarque/ Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) diz que a execução por fuzilamento de um ex-militar não será transmitida ao vivo, o que marcou um recuo em sua posição sobre o assunto após uma polêmica se instaurar no país.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Trump voltou atrás sob a justificativa de que "muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não assistir à sua morte". Seu vice-presidente J.D. Vance, inclusive, disse que não veria a execução.
"Acho que transmitir a execução ao vivo para que todos pudessem assistir poderia ser um forte fator de dissuasão, permitindo que o mundo testemunhasse como os Estados Unidos lidam com terroristas e com ESCÓRIA como Hasan. No entanto, muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer. (...) Ele morrerá, conforme previsto, por fuzilamento, mas esse evento não será transmitido ao vivo.
Ainda assim, os familiares mais próximos das vítimas poderão assistir à execução presencialmente, se assim desejarem. Eles merecem testemunhar a JUSTIÇA!", afirmou Trump em publicação em sua rede social Truth Social. ONU repudia decisão do governo Trump de transmitir execução de ex-militar condenado à morte O presidente norte-americano, que autorizou pessoalmente a execução de Nidal Hasan, reiterou sua preferência para que o evento fosse público.
No entanto, a perspectiva dos EUA realizarem a primeira execução pública em 90 anos causou uma polêmica no país e com reações de autoridades de todo o mundo. A ONU, por exemplo, fez um apelo para que o governo Trump voltasse atrás. Hasan, um ex-major do Exército dos EUA, foi condenado à morte por matar 13 soldados norte-americanos e ferir dezenas em um ataque terrorista no Fort Hood em 2009.
Sua execução foi agendada para 3 de dezembro. Trump já havia demonstrado que quer fazer do caso de Hasan um exemplo. Ele já chamou o ex-militar de maníaco e disse que ele merece ser morto por um pelotão de fuzilamento.
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, pareceu ter a mesma mentalidade de seu chefe: quando anunciou que a execução seria ao vivo, ele disse ter feito questão que a execução ocorresse no mesmo local e horário do atentado. LEIA TAMBÉM: EUA podem transmitir ao vivo execução de autor de massacre? Entenda o que diz a lei Quem é e qual o crime do primeiro militar que vai ser executado nos EUA desde a Segunda Guerra Mundial Por que EUA querem retomar execuções públicas após quase um século?
O ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hassan em foto sem data divulgada pelas autoridades AP



