Navio Sonda se prepara para deixar o Amapá. Michele Ferreira/Rede Amazônica Uma estrutura de 140 metros de comprimento e torre de 64 metros de altura domina o horizonte marítimo na costa do Amapá. Trata-se do navio-sonda NS-43, responsável pelas recentes pesquisas de hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, e que está prestes a encerrar sua passagem pelo estado após a confirmação de três achados de petróleo no mesmo poço.
Antes da partida, o equipamento passa pelo processo técnico conhecido como "abandono", que consiste no isolamento e tamponamento do poço para garantir a segurança ambiental da área. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Petrobras faz nova descoberta de petróleo em poço na costa do Amapá Em entrevista à Rede Amazônica, o engenheiro de petróleo Artur Schlinker explicou como funciona a mecânica interna da embarcação e o papel central da torre de perfuração durante os trabalhos no leito marinho.
"A torre de perfuração nada mais é do que uma sequência de tubos de aço com uma broca na extremidade. Essas brocas são responsáveis por perfurar a partir do leito marinho. Todas as ferramentas que a gente utiliza durante a perfuração, tudo acontece a partir dessa torre.
É ali que a gente monta, desce e vai montando para finalizar o poço e coletar as informações necessárias para a operação", detalhou o engenheiro.
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No entanto, Schlinker pondera que a declaração de viabilidade comercial da área ainda exige novos estudos e perfurações complementares na Margem Equatorial. "Não é comum, é um resultado excepcional. Com as informações desses três intervalos detectados, a gente vai definir os próximos poços que serão perfurados no bloco FZA-M-59 e, quem sabe no futuro, declarar a viabilidade comercial.
Ainda é cedo, precisamos perfurar os outros poços para determinar o potencial da região", afirmou. Com a conclusão do tamponamento do poço amapaense nos próximos dias, a sonda navegará rumo ao litoral do Rio Grande do Norte, onde iniciará novos trabalhos de perfuração previstos pela Petrobras. Histórico das descobertas 14 de agosto de 2026 (1ª descoberta): A primeira confirmação de presença de petróleo na Foz do Amazonas ocorreu poucas semanas após o início dos testes.
Análises laboratoriais feitas no Rio de Janeiro atestaram que o material coletado era óleo leve, tipo de petróleo de alta qualidade comercial e de processamento mais simples no refino. 2 de outubro de 2026 (2ª descoberta): Ao aprofundar as investigações geológicas no mesmo ponto, a petroleira mapeou um segundo intervalo com presença de hidrocarbonetos, reforçando o potencial energético da Foz do Amazonas e impulsionando os planos de continuidade da empresa na região.
29 de outubro de 2026 (3ª descoberta): A confirmação mais recente atinge a marca de 2.886 metros de profundidade, encerrando a fase de aquisição de dados e mapeamento das reservas no poço. A estatal informou que o próximo passo é finalizar as operações no poço, procedimento chamado de abandono. Sobre a Margem Equatorial A Margem Equatorial é uma extensa faixa marítima localizada no litoral Norte do Brasil, entre o Amapá e o Rio Grande do Norte.
A região é considerada uma das principais fronteiras exploratórias de petróleo do país e engloba diversas bacias sedimentares, entre elas a Bacia da Foz do Amazonas. Nos últimos anos, a área passou a despertar interesse da indústria petrolífera devido ao potencial geológico semelhante ao encontrado em países vizinhos da costa atlântica africana, onde foram registradas importantes descobertas de petróleo.
A região também está no centro de debates ambientais sobre os impactos da atividade petrolífera e os requisitos para o licenciamento das operações. Infográfico mostra local de vazamento que fez Petrobras interromper perfuração na Foz do Amazonas. Arte/g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá



