Sérgio Ramos da Silva morreu com golpe de faca em Gravatá Reprodução Uma mulher de 25 anos foi presa em flagrante suspeita de matar o marido, Sérgio Ramos da Silva, com um golpe de faca no peito, dentro da casa onde o casal morava, no bairro Boa Vista, em Gravatá, no Agreste de Pernambuco. O crime aconteceu na madrugada do domingo (13), e a suspeita foi identificada como Aline Thayna da Silva. O advogado de defesa Fábio Fonsêca afirmou que o crime aconteceu durante uma discussão motivada por ciúmes.
Segundo ele, Sérgio teria empurrado Aline e tentado usar uma faca contra ela. A defesa sustenta que Aline conseguiu pegar a faca primeiro e, durante a luta corporal, atingiu o companheiro. Ele teria morrido com apenas um golpe, antes da chegada do socorro e da polícia.
“A vítima começou a ficar agressiva, que isso era comum de acontecer. […] Já tendo sido uma relação marcada por esses desencontros, esses términos e reconciliação. E em outros episódios ele já tinha agredido ela também”, afirmou o advogado Fábio Fonsêca.
✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp Agora no g1 A decisão aponta que Aline confessou o homicídio no momento da abordagem policial e voltou a admitir o crime durante o interrogatório na delegacia. Segundo a Polícia Civil, Aline foi encaminhada à delegacia para os procedimentos legais. Na segunda-feira (14), durante audiência de custódia, a Justiça homologou a prisão em flagrante e converteu a detenção em prisão preventiva.
Ela foi encaminhada à Colônia Penal Feminina do Recife, onde permanece à disposição da Justiça. Defesa alega violência doméstica Segundo o advogado, após o golpe, Aline tentou socorrer Sérgio, pediu ajuda aos vizinhos e foi até a casa de parentes dele. A irmã da vítima teria ido ao imóvel e constatado que ele já estava morto.
O Samu foi acionado e confirmou a morte. A defesa também alegou que Aline já teria sofrido outras agressões durante o relacionamento. No processo, ela relatou um episódio ocorrido há cerca de dois anos, quando teria sido arremessada por Sérgio do terceiro andar de um prédio.
Segundo a defesa, ela sofreu fraturas, ficou nove dias em coma e passou cerca de um mês internada. Ainda conforme o processo, a defesa pediu a liberdade provisória de Aline, com aplicação de medidas cautelares. De forma subsidiária, solicitou a prisão domiciliar.
O advogado também argumentou que ela é mãe, primária e não possui antecedentes criminais registrados nos autos. Justiça mantém prisão preventiva Na decisão da audiência de custódia, realizada nesta segunda-feira, o juiz afirmou que a alegação de legítima defesa deverá ser analisada posteriormente, com a produção de mais provas. Segundo a decisão, neste momento não seria possível reconhecer de forma manifesta a existência da excludente de ilicitude.
A Justiça também negou o pedido de liberdade provisória e determinou a conversão da prisão em flagrante em preventiva. A decisão considerou que as medidas cautelares diversas da prisão seriam insuficientes neste momento. O advogado Fábio Fonsêca informou que está recorrendo da decisão por meio de habeas corpus.
A defesa sustenta que as circunstâncias envolvendo o histórico de violência doméstica devem ser consideradas no processo. A Polícia Civil informou que registrou, no dia 13 de setembro, por meio da 12ª Delegacia de Vitória de Santo Antão, a prisão em flagrante de uma mulher de 25 anos por homicídio consumado em uma residência em Gravatá. A corporação informou que ela foi encaminhada à delegacia e ficou à disposição da Justiça.
O g1 questionou a Polícia Civil se Aline era vítima de violência doméstica e se houve uma discussão entre o casal no dia do crime, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Delegacia de Gravatá investiga o crime Reprodução/Google Street View



