O coletivo paulistano Samuca e a Selva lança em 23 de setembro o quarto álbum do grupo, 'Pra gente se acabar' Kim Costa / Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Uma década após o primeiro álbum, “Madurar” (2016), o coletivo Samuca e a Selva já vislumbra o fim em data ainda incerta, mas em um futuro não muito distante. Embora ainda não tenha sido decretado o término do grupo formado há 11 anos a partir da expansão da Chinela de Palha, banda paulistana de som calcado em ritmos nordestinos, o fim já está em pauta.
Mas sem sofrimento ou vitimismo, como sinaliza o festivo título do quarto álbum de Samuca e a Selva, “Pra gente se acabar”, programado para ser lançado em 23 de setembro com capa que expõe arte de Santvs. “O tempo avança, novas prioridades da vida adulta vão surgindo e o mercado muda drasticamente, favorecendo em inúmeros aspectos os artistas solo e fazendo com que as bandas, principalmente as de grandes formações, entrem, pouco a pouco num processo de extinção.
Tem sido difícil manter um coletivo horizontal deste tamanho e agente, em meio a orgulho e cansaço, tem se perguntado sinceramente se ainda faz sentido”, argumenta Samuel Samuca, vocalista e fundador do grupo. Se o fim for mesmo inevitável, o grupo Samuca e a Selva quer aproveitar cada momento com o álbum “Pra gente se acabar” em clima de entrega total.
Ao longo das 14 faixas do disco, o coletivo promove a fusão de gêneros da música brasileira com ritmos latinos e com jazz, tal como fizera no álbum anterior, “Ditados populares dançantes” (2022), editado há quatro anos. Faixa escolhida para promover o álbum, “O tempo leva” traz a voz de Carlos Dafé, cantor associado ao soul brasileiro dos anos 1970. Em “Teia de aranha”, a convidada do grupo é a cantora Silvia Machete.
Já a lambada “Flor do Mistério”, parceria de Samuca com Felipe El, reúne o trio de vocalistas do grupo Abacaxepa – Bruna Alimonda, Carol Cavesso e Rodrigo Mancusi – em gravação dançante que sintetiza o espírito de festa e congraçamento do álbum “Pra gente se acabar”. O tema que introduz o álbum, “Bença”, é cantado por Dona Deborah, avó de Samuca, aos 93 anos. “Minha avó tem uma das vozes mais lindas que eu conheço e é a pessoa que me inspirou a cantar.
Tê-la abrindo esse disco é mais do que simbólico. É uma benção mesmo”, celebra o vocalista. Produzido por Marcos Maurício com coprodução de Samuca e editado via Gorillas Records, o álbum “Pra gente se acabar” traz músicas autorais como “Baila comigo, meu irmão”, “Não é sobre você”, “Piao” e “Sobre a natureza das coisas”.
Capa do álbum 'Pra gente se acabar', do grupo Samuca e a Selva Arte de Santvs /Divulgação



