Karol Yoko morava há cinco anos na Espanha e morreu após um infarto Arquivo Pessoal A acreana Karol Yoko, de 29 anos, sofreu um infarto fulminante e morreu na Espanha no último dia 14. A família só foi informada da morte pela Polícia Federal nessa terça-feira (25) e tenta trazer o corpo dela para o Acre. Karol era mulher trans e se mudou para a Espanha há cinco anos em busca de uma vida melhor.

Atualmente ela morava em Almería, em Andaluzia, no sul do país. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Sem condições financeiras, a família faz uma campanha para arrecadar R$ 79 mil para o traslado do corpo para o Acre. Segundo a irmã da jovem, Gecica de Holanda Sousa, de 34 anos, no dia 11 de agosto a família perdeu o contato com Karol.

Por isso, a mãe delas deicidiu registar uma ocorrência sobre o desaparecimento da filha. Agora no g1 “Minha mãe foi à [Polícia] Federal e registrou uma ocorrência e quando ligaram para minha mãe ontem [25 de agosto] falou que ela infartou no hotel onde morava há um ano”, explicou. De acordo com Gecica, o Consulado do Brasil entrou em contato com a família e informou que Karol faleceu no dia 14 deste mês e que para para trazer o corpo ao Acre custa R$ 79 mil.

O g1 entrou em contato com o consulado e aguarda retorno. “Porque só vão liberar o corpo da minha irmã quando fizer o pagamento. E conseguimos arrecadar só R$ 1,8 mil”, disse.

LEIA MAIS: Corpo de empresário de 32 anos que morreu após doença rara chega ao AC; enterro ocorre neste domingo (16) Corpo de acreana que morreu após cirurgia no pâncreas deve chegar em Rio Branco na sexta-feira (24) Após liberação do IML, corpos de vítimas do acidente aéreo no AC são levados para cidade do Amazonas Gecica contou que a família é natural de Senador Guiomard, no interior do Acre. Porém, Karol era bastante conhecida em Rio Branco, já que morou por um período na capital acreana.

Segundo ela, a família está abalada. “Minha mãe está abalada e eu também, porque minha mãe já perdeu um [filho] e só tinha eu e ela [a Karol]. Agora ficou só eu, estamos sem chão”, afirmou emocionada.

A irmã conta também que Karol ajudava a família financeiramente. Gecica relatou também que a irmã não tinha problemas de saúde, contudo, na última vez que as duas conversaram, a jovem falou que estava com muita dor de cabeça e dor no peito. “Ela foi tentar uma vida melhor para nos ajudar também.

Ela nos ajudava sim, quando ela podia”, concluiu. Reveja os telejornais do Acre