Antiga Favela do Moinho, no Centro de SP, será transformada em parque; licitação será lançada na segunda-feira A área em que ficava a Favela do Moinho, no Centro de São Paulo, será transformada em parque. A licitação para as obras será lançada na próxima segunda-feira (26), com previsão de contrato de R$ 41 milhões e prazo de 24 meses. O projeto prevê quadras esportivas, pista de skate, espaços culturais e educativos, além de áreas para caminhadas e ciclistas.
O terreno, que hoje está completamente vazio, era ocupado por quase mil famílias. A comunidade enfrentou incêndios, operações policiais e protestos durante o processo de desocupação. A última família deixou o local em setembro, após as torres que marcavam a paisagem da favela serem demolidas.
A previsão do governo do estado é que as obras comecem no início de 2027 e sejam concluídas em meados de 2028. Depois da assinatura do contrato, a execução deve durar 18 meses. O parque será instalado em uma área de pouco mais de 61 mil metros quadrados, que inclui o terreno da antiga favela e uma área próxima, sob o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel e entre as linhas 7-Rubi e 8-Diamante de trens.
Antiga Favela do Moinho, no Centro de SP, será transformada em parque Reprodução/TV Globo Histórico de incêndios e operações policiais A ocupação do terreno começou depois que o antigo Moinho Central, que processava farinha de trigo, encerrou as atividades na década de 1980. Ao longo dos anos, os moradores conviveram com condições precárias e riscos, incluindo pelo menos quatro grandes incêndios. O maior deles ocorreu em 2011.
Em 2024, uma operação policial na Favela do Moinho prendeu Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moinho. Ele era apontado pelas investigações como chefe do tráfico na comunidade e integrante do PCC. Segundo a polícia e o Ministério Público, as drogas que saíam do local abasteciam a Cracolândia.
Em julho deste ano, o governo federal, proprietário da área, doou o terreno ao governo do estado, que acelerou o processo de retirada das famílias. Houve tentativas de resistência às desocupações, que foram acompanhadas por protestos. Os antigos moradores foram encaminhados para imóveis de até R$ 250 mil.
Do valor, R$ 180 mil foram custeados pelo governo federal, e o restante, pelo governo do estado. A maioria das famílias optou por permanecer na região central. Segundo o governo, foram adquiridos apartamentos já existentes no mercado imobiliário, além de unidades prontas de diferentes projetos.
Parque terá quadras, pista de skate e espaços culturais Imagens divulgadas pelo governo do estado mostram como deverá ficar o parque. O projeto prevê equipamentos esportivos e de lazer, áreas para caminhadas, espaços para ciclistas, pista de skate e ambientes destinados a atividades culturais e educativas. Além do parque, o projeto prevê a implantação de uma nova estação de trem em um terreno vizinho, que pertence à Cea Gespe e a um proprietário particular e está em processo de transferência para o estado.
A licitação será lançada na segunda-feira (26). O contrato deverá ter valor de R$ 41 milhões e duração de 24 meses. Após a assinatura, a previsão é que as obras sejam executadas em 18 meses, com início no começo de 2027 e conclusão em meados de 2028.



