Cientistas brasileiros participam de pesquisa que pode revelar segredos do universo Cientistas que tentam desvendar os segredos do universo conseguiram detectar sinais de um fenômeno extremamente raro no mundo das partículas. Quarenta brasileiros participam da equipe e quatro deles explicaram essa descoberta para a correspondente Bianca Rothier. Na fronteira da Suíça com a França, um túnel subterrâneo de 27 km guarda um mundo de tecnologia e a ambição de desbravar mistérios do universo.

“A gente vai pegar esse elevador agora para descer o equivalente a 33 andares. São 100 m de profundidade até chegarmos ao equipamento que flagrou uma transformação que os cientistas perseguiam havia mais de 40 anos. O Jornal Nacional está tendo um raro acesso ao LHC.

Este é o maior acelerador de partículas do mundo”, conta a correspondente Bianca Rothier. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na estrutura do CERN, um centro internacional de pesquisa, prótons são acelerados e colocados em rota de colisão. Foi assim que os cientistas conseguiram capturar algo raro, muito raro, que dura uma fração minúscula de segundo e em uma escala jamais vista.

Vamos pegar um grão de areia. Dentro dele, tem uma multidão de átomos. Mas ainda precisamos ir além.

Muito além. Mais e mais. Até uma escala 100 bilhões de vezes menor que um átomo.

É o chamado zeptoverso. “Zepto” indica uma parte de algo dividido em um sextilhão de partes. Nesse caso, de um metro.

Quase quase 1,2 mil cientistas assinam o artigo, incluindo brasileiros. Entre eles, a Erika, a Irina, o Felipe e a Sandra. “A principal descoberta de hoje é uma desintegração de uma partícula específica que acontece só uma vez a cada 10 bilhões de vezes que essa partícula é produzida.

Não só é uma desintegração muito rara, mas também é uma escala de grandeza muito pequena que a gente nunca observou antes para essa partícula”, diz Felipe Lopes, pesquisador da Unicamp. Zeptoverso: cientistas detectam sinais de fenômeno raro no mundo das partículas Jornal Nacional/ Reprodução O resultado trouxe evidências de que a melhor teoria que atualmente descreve o universo pode estar certa. “Essa análise é bastante significativa.

Os dados que a gente observou comprovam essa teoria com grande precisão”, afirma Irina Nasteva, pesquisadora da UFRJ. A conclusão é fruto de dados coletados no acelerador de partículas desde 2011. “Essa estrutura enorme aqui é necessária para a gente observar partículas muito pequenas que a gente não conseguiria observar a olho nu, e elas permitem a gente fazer estudos que vão nos fazer entender melhor como o universo foi criado.

Entender esse início do universo para a gente é fundamental para a gente entender também como a gente continua e como esse universo evolui", afirma explica Erica Policarpo, pesquisadora da UFRJ. "Nós, os cientistas, queremos saber sobre ciência básica, do que nós somos feitos, do que o universo é feito, o que aconteceu no início do universo. Então, essa é o que nos move”, diz Sandra Amato, pesquisadora da UFRJ.

Pode parecer algo muito distante, mas outras pesquisas do CERN já tiveram aplicações práticas aqui na Terra. Até na hora de abrir uma página na internet. “WWW foi desenvolvido pelo CERN.

E, hoje, nossa vida mudou com a WWW. Existem os aparelhos PET scan, por exemplo, foi desenvolvido aqui também. Então, a gente procura entender o básico, mas, ao mesmo tempo, a gente desenvolve toda a tecnologia que serve para o nosso conforto da humanidade”, explica Sandra Amato.

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