Irã negocia construção de novas unidades de usina nuclear com a Rússia, diz mídia estatal O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira (20) que seu país e a Rússia nunca trabalharam tão próximos. Após receber o chanceler russo, Sergei Lavrov, o iraniano afirmou na rede social X que os dois se concentraram em ampliar a "cooperação econômica e nuclear" durante a visita. "Nunca em nossa história, Irã e Rússia fizeram trabalhos tão próximos como agora.
Abordamos tudo, da Europa até à Ásia Ocidental, incluindo Líbano, Palestina, Ucrânia e Iêmen. Também nos concentramos na ampliação da cooperação económica e nuclear", escreveu Araghchi.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi ATTA KENARE / AFP Antes da visita, ainda em Moscou, Lavrov declarou que a ida ao Irã tinha como objetivo "impedir o retorno de uma guerra de grande magnitude", em um momento de impasse nas negociações entre Teerã e Washington. O presidente russo, Vladimir Putin, disse recentemente ao seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, que está disposto a ajudar nos esforços de mediação.
Rússia e Irã têm uma parceria firmada em um acordo assinado em janeiro de 2025 que prevê "cooperação nas áreas de energia, meio ambiente e questões de defesa e segurança". Sergei Lavrov e Masoud Pezeshkian AFP / HO / PRESIDÊNCIA IRANIANA Em setembro, uma reportagem do jornal "Financial Times" dizia que a Rússia está ajudando secretamente o Irã a desenvolver uma nova geração de mísseis de cruzeiro supersônicos.
Em julho, a agência Reuters revelou que analistas de inteligência dos Estados Unidos investigavam se a Rússia havia ajudado o Irã com informações de mira ou tecnologia avançada para drones usados em ataques contra instalações da CIA no Oriente Médio.
LEIA TAMBÉM Rubio afirma que Irã 'perdeu o controle' do Estreito de Ormuz Houthis bombardeiam área do palácio presidencial no Iêmen; governo diz que há mortos, mas premiê está seguro Guerra em suspensão 'Mãe de todas as bombas': como é a arma poderosa que os EUA planejam usar contra o Irã Os Estados Unidos decidiram suspender os ataques contra alvos iranianos até o fim das eleições legislativas de meio de mandato — as midterms, marcadas para 3 de novembro.
Em uma publicação no começo de outubro, o presidente do país, Donald Trump, descartou novos ataques contra o país persa até o final do mês e disse que Washington e Teerã estão tendo “discussões produtivas”. “Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, (...) não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos”.
No dia 15, no entanto, a imprensa americana noticiou que os EUA têm planos de ataque contra o Irã que podem usar a bomba GBU-43/B, conhecida como “mãe de todas as bombas". Depois da publicação do presidente, o Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra o Irã, visando dezenas de pessoas, entidades e embarcações. Apesar da suspensão dos ataques, não há nenhum acordo de trégua vigente entre os países.



