Uma mulher foi morta a facadas no início da madrugada deste sábado (29), dentro de uma hospedaria no bairro Esperança, em Santarém, no oeste do Pará. O suspeito do crime foi localizado e preso pela Polícia Militar menos de 40 minutos após o assassinato.
✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A vítima, que até a última atualização desta reportagem não havia sido identificada oficialmente, foi encontrada sem vida em um dos quartos do estabelecimento, localizado nas proximidades da Avenida Magalhães Barata. Segundo a PM, ela apresentava diversos ferimentos por arma branca nas regiões do pescoço e da cabeça. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas constatou o óbito.
Encontro em bar e dinâmica do crime De acordo com as investigações preliminares da polícia, a vítima e o suspeito se conheceram em um bar na noite de sexta-feira (28). Diferente das primeiras informações coletadas no local, as autoridades confirmaram que os dois não mantinham nenhum relacionamento afetivo. Após saírem do bar, eles seguiram juntos para a hospedaria, onde o crime ocorreu poucas horas depois.
O suspeito foi identificado como Julian Thiago Maciel, conhecido também como Julian Marcel ou pelo apelido de "Cira". Fuga e prisão em flagrante Após desferir os golpes de faca, Julian fugiu do local a pé. A motocicleta dele ficou estacionada na hospedaria e foi retirada por um colega, sob a justificativa de que o suspeito estava embriagado.
Equipes do Batalhão de Missões Especiais e da Companhia de Policiamento Ambiental (CPAM) iniciaram as buscas imediatamente. Julian foi localizado e preso ainda no bairro Esperança. A rapidez na captura ocorreu porque a PM já realizava na região a Operação Fim de Linha, que reforça o policiamento no fim de semana e fiscaliza bares.
Como os policiais estavam nas proximidades, conseguiram interceptar o suspeito rapidamente. Suspeito alega agressão e silencia na delegacia Na delegacia, Julian Thiago confessou o crime aos policiais militares. Em sua versão, ele alegou que atacou a mulher após ser atingido por uma garrafa e receber um tapa no rosto durante um desentendimento.
Ao ser apresentado formalmente à autoridade policial e questionado pela imprensa, Julian preferiu ficar em silêncio, limitando-se a dizer que só se manifestará perante o juiz. O caso está sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer a motivação e a dinâmica exata do assassinato. Julian permanece preso e à disposição da Justiça.
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