Adriano Azevedo dos Santos morreu após cair durante voo de paramotor em Itanhaém (SP) Arquivo Pessoal Adriano Azevedo dos Santos, piloto que morreu após sofrer uma queda durante um voo de paramotor em Itanhaém, no litoral de São Paulo, era casado havia 22 anos e tinha uma filha de 16. Morador de Cubatão (SP), ele trabalhava em Guarujá como encarregado de máquinas pesadas. Segundo testemunhas, o equipamento perdeu sustentação após ser atingido por uma linha chilena de pipa.
Adriano foi socorrido no domingo (23), mas morreu no hospital na segunda-feira (24). “Exercia da melhor forma sua profissão, amava muito o que fazia e, sempre se propunha a fazer seu melhor”, relembrou a viúva Ivaneide da Silva Vicente, em entrevista ao g1. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.
Ivaneide afirmou que o marido era dedicado à família, principalmente a ela e à filha. "Um homem trabalhador, generoso e apaixonado pela família. Deixa um legado de amor, respeito e lembranças que permanecerão para sempre em nossos corações", disse.
Vídeo mostra queda que matou piloto de paramotor atingido por linha de pipa Segundo a viúva, Adriano viveu intensamente e deixou essa postura como inspiração para familiares e amigos. "Foi uma pessoa que, em algum momento da vida, virou uma chave. Tinha seus medos e suas inseguranças, e nada disso o impediu de viver um sonho [com o paramotor] e experiências incríveis, como ele sempre relatou", afirmou.
Morador de Cubatão, Adriano era casado e tinha uma filha adolescente Arquivo Pessoal Paixão pelo paramotor Ivaneide contou que já havia conversado com o marido sobre os riscos dos voos de paramotor. "Principalmente por conta das pipas, que fogem do controle do piloto, diante da pouca visibilidade que uma linha de pipa tem", explicou. Segundo ela, Adriano estudava tanto as técnicas de voo quanto o funcionamento mecânico do equipamento como forma de reduzir os riscos de acidentes.
Mesmo consciente deles, considerava que a atividade valia a pena. "Teve experiências incríveis e foi muito feliz em todo esse tempo que realizou os voos", afirmou Ivaneide. Adriano era casado e tinha uma filha de 16 anos Arquivo Pessoal Durante cerca de dois anos de dedicação ao esporte, Adriano fez mais de 50 voos, segundo a viúva, e acumulou desafios, experiências e novas amizades.
"Era uma nova fase, fazendo algo que ele nunca imaginou vivenciar. Foi muito rápido e intenso tudo que ele viveu no paramotor", disse. Adriano foi velado e sepultado nesta quarta-feira (26), no Cemitério Municipal de Cubatão.
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