Filha de brasileiros era copilota de voo que caiu com nove a bordo nos EUA A queda do avião particular, no domingo (1º), que matou nove pessoas na Flórida, nos Estados Unidos, deixou uma cratera em uma área residencial do Condado de Palm Beach. Cerca de 600 moradores tiveram que sair de casa. (Veja as imagens abaixo).
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Áudios revelam momentos de pânico na cabine de avião que caiu na Flórida, nos Estados Unidos Jornal Nacional/ Reprodução Queda de avião na Flórida abre cratera em avenida Reprodução/TV Globo Queda de avião na Flórida abre cratera em avenida Reprodução/TV Globo Uma das vítimas é filha de brasileiros. Nathalia Gadelha Filgueiras tinha 20 anos e era copilota do avião. Segundo a família, desde criança, ela se dizia apaixonada pela aviação.
A jovem ganhou destaque na imprensa local ao conquistar a licença de piloto particular aos 17 anos, enquanto terminava o ensino médio. Em uma entrevista ao canal CBS, ela disse que gostava de ser diferente dos colegas. A emissora local publicou que as outras vítimas a bordo eram dois casais, um deles com dois filhos pequenos e uma babá.
A identidade do piloto ainda não foi revelada. As causas da queda ainda são investigadas. O acidente O Learjet 60 partiu do Aeroporto Internacional de Austin, no Texas, com destino às Bahamas.
A queda foi pouco antes de 13h. Um alerta de enchentes na região estava em vigor no momento do acidente. Em um áudio da comunicação com os controladores de tráfego aéreo, a tripulação informou que o avião enfrentava turbulência e formação de gelo.
Não se sabe de quem é a voz na cabine. “Negativo 47º C. Estamos lidando com o gelo, mas há turbulência moderada".
"Ok, Novembro 722 Bravo Delta (inaudível), me avise se precisar de mais alguma coisa”. A aeronave informou que havia precipitações, e o controle respondeu que não havia condições melhores por perto. “Agora estamos entrando em precipitação.
Precisamos subir para o nível 370 (inaudível), Bravo Delta”. “Suba e mantenha (inaudível) nível 370. Não há condições melhores na sua rota atual devido ao tráfego”.
A aeronave não conseguiu ganhar altitude e declarou mayday - um pedido de socorro. “Estamos descendo 8 mil... Mayday!
Mayday! Estamos descendo a 10 mil pés por minuto”. A tripulação relatou que o avião perdia altitude a uma taxa de 20 mil pés - cerca de 6 km - por minuto.
O site de rastreamento Flightradar24 registrou esses momentos. “Declaramos emergência, 722 Bravo Delta! Estamos em uma condição (inaudível), descendo a 20 mil pés por minuto”.
“Estou acompanhando sua emergência, me diga do que precisa”. Segundos depois, a cabine alerta que eles vão colidir com o solo, e se ouvem gritos. “Vamos colidir com o solo, 722 Bravo Delta.
Estamos descendo a 22 mil pés por minuto e inclinando a aeronave em (inaudível) graus”. Na última mensagem, 35 segundos depois do primeiro pedido de socorro, a tripulação disse, em desespero: estamos sem tempo. “Olhem lá fora!
Estamos sem tempo”. “Bravo Delta, me escuta?”. Investigadores do Conselho Nacional de Segurança de Transportes dos Estados Unidos investigam as causas do acidente e disseram nesta segunda-feira (2) que há indícios de que o avião tenha começado a se desintegrar ainda no ar, durante a queda acentuada.
As equipes agora tentam retirar os destroços da cratera e também procuram por outras partes, que podem ter se espalhado para áreas distantes. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional Acidente de avião com 9 mortos na Flórida deixou cratera em avenida; veja imagens Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM Filha de brasileiros era copilota de avião que caiu na Flórida e deixou 9 mortos 'Mayday... vamos bater no chão': áudio mostra conversa de piloto com torre durante queda de avião nos EUA



