O g1 relembra a cobertura sobre a queda do voo 1907 Um dos maiores acidentes aéreos da história do Brasil completa 20 anos nesta terça-feira (29). Em 2006, um Boeing da Gol que fazia o voo 1907 de Manaus até o Rio de Janeiro chocou-se com o jato Legacy ocasionando a morte de 154 pessoas. O g1 relembra o acidente que marcou a história da aviação brasileira.
Veja abaixo: O avião caiu no município de Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso, na terra indígena Capoto-Jarinã. Ninguém a bordo sobreviveu. Já o jato com sete passageiros conseguiu pousar na Serra do Cachimbo, no Pará.
Acidente com o voo 1907 da Gol com jato Legacy FAB Na manhã do dia seguinte, um domingo (30), os militares conseguiram encontrar os destroços do avião e os corpos começaram a ser resgatados. As duas caixas-pretas do Boeing da Gol foram encontrados na segunda-feira, 2 de outubro, e confirmaram a batida com o jato. O trabalho de resgate durou cerca de 50 dias e envolveu mais de 800 pessoas, entre militares e voluntários.
O último corpo a ser encontrado foi o do bancário Marcelo Paixão Lopes, que foi identificado por DNA quase dois meses depois da queda da aeronave. Militar do Distrito Federal durante missão de resgate das vítimas do voo 1907 da Gol, em 2006 Arquivo pessoal Um ano após o acidente, as famílias sobrevoaram o local do desastre em uma aeronave da FAB, além de terem participado de um culto ecumênico em homenagem às vítimas.
Em dezembro de 2008, após quase dois anos do acidente aéreo, foi divulgado o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da FAB. Além de responsabilizar o controle nacional de tráfego aéreo pelo acidente, o documento apontou falhas dos pilotos do Legacy, os norte-americanos Joe Lapore e Jan Paladino.
Familiares das vítimas do voo 1907 da Gol participaram de homenagens em Brasília neste sábado (29) Divulgação/TV Globo Prejuízos materiais e imateriais Destroços do avião que caiu em terra indígena de MT FAB/Divulgação Os indígenas da etnia Kayapó pediram indenização para a Gol alegando danos materiais e imaterais sofridos e a retirada dos destroços do avião da terra. A companhia aérea alegou que seria inviável a retirada devido aos custos e da logística necessária.
Sendo assim, os indígenas, sugeriram a indenização de R$ 4 milhões que seriam destinados ao Instituto Raoni e a Gol se dispôs a pagar o valor. As famílias das vítimas também receberam indenização da Gol.
Indiciamento dos pilotos Pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino pilotavam jato que bateu em boeing da GOL Reprodução Em 9 de maio de 2007, após a conclusão do inquérito da Polícia Federal, os pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, responsáveis pelo jato Legacy que colidiu com um avião da Gol, foram indiciados pelo acidente. A PF também sugeriu que os controladores de voo que estavam trabalhando no Cindacta I, em Brasília, no momento do acidente, fossem investigados pela Aeronáutica.
Segundo o delegado Renato Sayão, havia indícios de que eles não tinham adotado os procedimentos de segurança obrigatórios. Somente em 2011, os pilotos americanos foram ouvidos e condenados pela Justiça Brasileira a quatro anos e quatro meses de regime semiaberto, pelo crime de atentado contra a segurança de transporte aéreo na modalidade culposa — quando não há intenção de matar. No entanto, eles nunca cumpriram a pena, pois deixaram o Brasil.
Em maio de 2024, a Justiça Federal declarou a prescrição da pena e alegou falta de colaboração da Justiça dos Estados Unidos.



