Mortos em temporal sobem para quatro no Rio Grande do Sul Subiu para quatro o número de mortos no temporal que atingiu o Rio Grande do Sul. Uma mulher está desaparecida. As buscas por Eliane Nunes da Silva, de 43 anos, continuam na Serra Gaúcha.
O carro que ela dirigia foi levado, na segunda-feira (21), para dentro de um rio pela enxurrada. Como nesta terça-feira (22) parou de chover e o rio baixou bastante, os bombeiros e voluntários da Cruz Vermelha conseguiram percorrer áreas que antes estavam bloqueadas pela correnteza. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Pela manhã, equipes de resgate encontraram o corpo do filho de Eliane na margem do rio.
Juliano Cesar da Silva tinha 4 anos. A irmã dele, Joziane da Silva Rodrigues, de 13, também morreu e teve o corpo resgatado na segunda-feira (21). O pai das crianças acompanhou as buscas.
“É uma dor que não tem fim, nunca mais vai se apagar o vazio. São dois pedaços da gente que foram embora”, lamenta Joel Rodrigues, pai das crianças. Também em Caxias do Sul, foi encontrado em um curso d'água o corpo de Edson Luis da Silva, de 46 anos.
Ele foi sugado por um bueiro durante a chuva. Sobe para 4 o número de mortos no temporal que atingiu o Rio Grande do Sul; uma mulher está desaparecida Jornal Nacional/ Reprodução Os temporais de segunda-feira (21) deixaram quase 4 mil pessoas fora de casa no Rio Grande do Sul; 155 municípios tiveram estragos. “Foi horrível, horrível.
Carregou tudo, as telhas arrebentaram, despregaram, foi tudo, tudo e a chuva”, conta a dona de casa Evanete Gutierres. Em São Sebastião do Caí, o rio transbordou esta madrugada e 200 pessoas precisaram de abrigo. Algumas famílias foram resgatadas de barco.
A água só começou a baixar à tarde. “É horrível porque a gente sempre fica com aquele trauma daquela enchente de 2024, onde eu perdi tudo”, diz a professora aposentada Lucia Maria Rodrigues. Em Lajeado, no Vale do Taquari, a água chegou a encobrir as casas.
O rio também já começou a recuar, mas cerca de 200 pessoas continuam em abrigos. É o caso da dona de casa Cintia Diane Martins Machado, que já passou por quatro enchentes e saiu de casa com os três filhos: “É uma dor no peito da gente ter que deixar nossa casa e tem que trazer nossas coisinhas porque é pouca as coisas que a gente tem. E o que a gente tem, a gente quer trazer porque não queremos mais perder”.
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