Vereadora de Montes Claros atingida por pedra não morreu g1 Circulam nas redes sociais publicações afirmando que Iara Pimentel (PT), vereadora em Montes Claros (MG), morreu após ter sido atingida na cabeça por garrafas, pedras e tijolos durante um ato em favor de Lula (PT) na noite deste sábado (24). É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🔴 Como são os posts?
Desde o sábado (24), publicações no X que acumulam mais de 3 milhões de visualizações exibem vídeos de um grupo de pessoas arremessando objetos em direção a um carro de som onde estava a vereadora de Iara Pimentel (PT), de Montes Claros. Alguns integrantes do grupo apareciam com camisetas cor verde e com o número 22 inscrito. Ao fim do trecho exibido, a petista aparece com o rosto ensanguentado e sendo escoltada por colegas de campanha até uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Veja dois exemplos de legendas que acompanham os posts: "URGENTE: Vejam o momento em que terroristas pró-Flávio Bolsonaro mataram a vereadora Iara Pimentel (PT-Montes Claros) em Minas essa noite. Eles jogaram pedras e tijolos na cabeça da parlamentar durante um ato de campanha"; e "Terroristas pró-Flávio Bolsonaro assassinaram a vereadora e professora Iara Pimentel (PT-Montes Claros) em Minas essa noite. Socorrida pelo Samu e levada ao hospital, onde passou por exames, permaneceu em observação e não resistiu.
Eles jogaram pedras e tijolos na sua cabeça". Mas isso não é verdade. Apesar de o vídeo ser real -- e não algo fabricado com inteligência artificial (IA), por exemplo --, a parlamentar não morreu após o ataque.
Uma nota enviada à TV Globo pelo PT na noite do domingo (25) informou: "A vereadora Iara Pimentel e outros manifestantes foram atingidos com garrafas de vidro e tijolos durante o trajeto pela Avenida Sanitária. Iara Pimentel foi atendida na noite de ontem, sábado (24), na Santa Casa, fez exames e recebeu alta na madrugada de hoje. Ela levou cinco pontos no supercílio e fraturou o nariz.
No momento Iara está estável, mas apresenta grande inchaço na região dos olhos, em decorrência das agressões". Apesar de alguns posts publicados no X terem levado "notas de comunidade" desmentindo a morte de Iara Pimentel, a seção de comentários exibe mensagens de pessoas que acreditaram na alegação falsa. Veja dois exemplos: "Mais um assassinato da extrema direita, que é criminosa e tudo por culpa dos líderes que promovem o ódio"; e "Bolsonarismo mata".
Além disso, esse tipo de conteúdo muitas vezes se espalha em outras plataformas e aplicativos de mensagens – e, desta vez, sem o alerta de "conteúdo fake". Em nota, a Polícia Militar informou que o conflito em Montes Claros começou após o encontro de carreatas em apoio a Lula e Flávio Bolsonaro (PL), que disputariam o segundo turno no domingo (25). Houve relatos de arremesso de objetos e agressões físicas (veja o vídeo e detalhes a seguir).
Vereadora do PT é atacada em carreata pró-Lula em Montes Claros, MG ⚠️ Por que #É FAKE? A própria Iara Pimentel publicou, em seu perfil no Istagram, uma foto do momento em que votou no segundo turno da eleição, disputado por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e vencido pelo petista. Na legenda, a vereadora escreveu: "Ontem, tentaram me ferir, nos ferir.
Hoje, estou aqui, de pé, exercendo a minha cidadania e reafirmando aquilo que me trouxe até aqui: a democracia, a justiça e o respeito à vida". Em entrevista à TV Câmara da cidade, a parlamentar: "Eu passei pelo hospital, eu convulsionei e isso poderia ter tirado a minha vida". Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram o momento em que objetos foram arremessados contra o carro de som onde Iara Pimentel estava.
Em uma nota de repúdio publicada nas redes sociais, a vereadora afirmou o veículo foi atingido por garrafas de vidro, tijolos e outros itens. A assessoria da Santa Casa de Montes Claros informou que a parlamentar teve alta à 0h25 de domingo, após ter feito exames e tratamento para o ferimento do rosto. O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG) publicou no qual afirmou: "No final da nossa carreata, quando a gente passava pela Av.
Sanitária, em frente ao bar Mapa de Minas, tinha um grupo de bolsonaristas agressivos, que começaram a jogar garrafas de cerveja no nosso trio [...] e uma pedra atingiu o rosto da nossa vereadora Iara Pimentel." A Polícia Civil de Minas Gerais e a Polícia Federal abriram investigação sobre o caso.
A primeira reunião da Câmara de Montes claros após o episódio, realizada nesta terça-feira (27), foi marcada por manifestações de solidariedade a Iara Pimentel e por cobranças em relação à punição dos envolvidos (veja abaixo). Reunião da Câmara pós-eleição debate agressão, ônibus e Guarda Municipal em Montes Claros A Comissão Provisória Municipal do Partido Liberal (PL) de Montes Claros afirmou que "repudia todo e qualquer tipo de violência, independentemente de sua origem ou motivação político-partidária".
Também alegou que havia comunicado à Polícia Militar sobre a possibilidade de concentração de apoiadores na avenida Deputado Esteves Rodrigues. Segundo a legenda, "a carreata do Partido dos Trabalhadores (PT), acompanhada de trio elétrico, optou por atravessar o local onde se encontravam concentrados manifestantes de corrente política adversária". A comissão do PL mencionou que a "falta de bom senso e prudência" acabou provocando "atritos e conflitos absolutamente desnecessários".
Na nota, o partido lamentou as agressões sofridas por Fátima Pimentel e manifestou solidariedade a um apoiador do PL que disse ter sido agredido por pessoas com roupas associadas ao PT. Segundo essa versão, a PM teria constatado lesões aparentes, como corte no lábio superior, escoriações e três dentes quebrados.
O comunicado defende a "rigorosa apuração dos acontecimentos", com a identificação e responsabilização dos envolvidos, e reforçou que "a violência jamais poderá substituir o diálogo e o respeito às diferenças".
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