SOS Mata Atlântica completa 40 anos com foco em preservação no interior de SP A Fundação SOS Mata Atlântica completa 40 anos neste domingo (20). Criada em 20 de setembro de 1986, a organização tem entre suas principais frentes de atuação a preservação da Mata Atlântica, a proteção dos recursos hídricos, o combate ao desmatamento e o incentivo ao desenvolvimento sustentável. Ao longo de quatro décadas, os projetos também se firmaram no interior de São Paulo.
Em cidades como Barra Bonita, Lins e Itu, iniciativas da fundação trabalham diretamente com a recuperação de rios, restauração de florestas e educação ambiental. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Rio Tietê é símbolo de mobilização ambiental no interior de SP TV TEM/Reprodução Rio Tietê é símbolo de mobilização ambiental Em Barra Bonita, o Rio Tietê faz parte da paisagem, da história e da economia da cidade.
O rio é utilizado para atividades turísticas, entre elas os passeios pela eclusa, e também sustenta famílias que dependem da pesca. No memorial dedicado ao Tietê, parte da história da mobilização pela recuperação do rio está registrada em livros, fotografias e painéis. Um dos documentos lembra uma campanha que reuniu 1,2 milhão de assinaturas em defesa da despoluição do rio, uma das maiores mobilizações já realizadas por uma causa ambiental no país.
Memorial do Rio Tietê em Barra Bonita (SP) TV TEM/Reprodução TEM SOLUÇÃO Arborização ajuda a reduzir calor extremo e ganha espaço como estratégia de adaptação climática Como o 'lixo' que sai da sua casa pode gerar renda e transformar comunidades Do lixo ao solo, resíduos viram adubo poderoso e até carvão feito do bagaço da cana Estudantes criam vestidos recicláveis e brechós incentivam moda sustentável De óleo de cozinha reciclado a hortas comunitárias, projetos no interior de SP unem sustentabilidade e solidariedade Banners viram sacolas verdes e reflorestamento ajuda na produtividade de fazenda Agroecologia e reflorestamento transformam paisagens e ajudam a preservar a natureza Reciclagem de resíduos da construção e certificações ambientais mostram caminhos para cidades mais sustentáveis De bitucas de cigarro a pneus velhos, projetos transformam resíduos em produtos sustentáveis Iniciativas ampliam acesso ao mercado de trabalho e reforçam pilar social do ESG O ambientalista Helio Palmesan, da ONG Mãe Natureza, participou dessa história e ajudou a documentar a luta pela recuperação do Tietê.
Para ele, o memorial também tem uma função educativa, especialmente para os turistas que visitam Barra Bonita. “Nós somos questionados: esse rio é o mesmo que passa em São Paulo? Eles não acreditam quando veem aqui um Rio Tietê cheio de vida, com animais.
Esse painel mostra o processo da capacidade dele conseguir se recuperar”, explica. Expedição pelo Rio Tietê em São Paulo (SP) TV TEM/Reprodução Palmesan também participou, em 1992, de uma expedição pelo Tietê, na capital paulista, realizada para chamar a atenção das autoridades para a situação do rio. Em Barra Bonita, a recuperação ambiental tem impacto direto no turismo.
O rio deixou de ser apenas uma paisagem e se tornou uma das principais atrações da cidade, movimentando serviços e fazendo parte da economia local. Monitoramento acompanha qualidade da água Uma das iniciativas da SOS Mata Atlântica é o projeto "Observando os Rios". Com a participação de voluntários, a organização realiza análises da qualidade da água em mais de 100 rios do bioma Mata Atlântica.
O Rio Tietê, que atravessa 62 municípios paulistas, é um deles. Segundo Malu Ribeiro, diretora de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, o monitoramento surgiu da necessidade de mostrar à população que a recuperação dos rios é possível, mas exige planejamento, investimento e tempo. “Era preciso criar um instrumento que mostrasse que a despoluição é viável.
Fazer as pessoas olharem para o rio, para entender o patrimônio que é ter um rio limpo, saudável, e o prejuízo que é não ter isso.” Recuperação de florestas ajuda a proteger os rios Na região de Lins, um projeto da SOS Mata Atlântica trabalha na restauração de áreas às margens dos rios Dourado e Tietê. O trabalho envolve etapas como preparação do solo, plantio e irrigação das mudas. Uma das técnicas utilizadas é o chamado “rocambole de mudas”, que reúne diferentes espécies em uma mesma área.
Segundo o técnico em restauração florestal Loan Henrique Ramos, o sistema utiliza um mix de cerca de 50 espécies de árvores nativas. Antes do plantio, as equipes conversam com os proprietários das áreas. Desde 2015, mais de 2 milhões de mudas foram plantadas pelos projetos, em uma área equivalente a aproximadamente 940 campos de futebol.
Técnica de "rocambole de mudas" sendo aplicada às margens do Rio Tietê TV TEM/Reprodução Tecnologia ajuda na adaptação das mudas A adaptação às condições climáticas também faz parte das estratégias utilizadas nos projetos de restauração. Uma das técnicas empregadas é a aplicação de hidrogel diretamente nas raízes das mudas. O material ajuda a manter a umidade disponível para as plantas, principalmente durante os períodos de menor disponibilidade de água.
Tecnologia em Boituva (SP) ajuda na adaptação das mudas TV TEM/Reprodução A preocupação com a preservação ambiental também está presente em propriedades rurais do interior paulista. Em uma fazenda localizada entre Boituva e Tietê, o cultivo de café orgânico começou a ser desenvolvido em 2020. Além da produção, os proprietários buscaram alternativas de manejo mais sustentáveis.
Em algumas áreas, árvores de diferentes espécies foram plantadas junto ao café arábica, entre elas o mogno-africano. “Ela funciona como barreira de vento, como sombra. Isso ajuda na qualidade do café, em momentos como geada e seca.
A árvore promove um ambiente melhor para a produção" explica a gerente da fazenda, Luana Cabral. A propriedade possui 96 hectares destinados à cafeicultura. Outros seis hectares foram incluídos em um programa da SOS Mata Atlântica.
Desde 2025, quase 60 espécies nativas foram plantadas na área, incluindo trechos de uma Área de Preservação Permanente (APP). Centro é referência em restauração florestal É em Itu, no interior de São Paulo, que fica a sede da Fundação SOS Mata Atlântica e o Centro de Experimentos Florestais da organização. O espaço funciona em uma antiga fazenda de café que passou por um processo de recuperação ambiental.
Hoje, o local é utilizado para pesquisas, produção de mudas e desenvolvimento de técnicas de restauração. Centro em Itu (SP) é referência em restauração florestal TV TEM/Reprodução Na área da sede, mais de 380 hectares de floresta nativa já foram recuperados. O viveiro mantém espécies nativas que são utilizadas em projetos de restauração em diferentes regiões.
A produção pode chegar a 750 mil mudas por ano, de mais de 100 espécies. As mudas produzidas em Itu são destinadas a projetos no interior paulista e também em outros Estados. “Geralmente essas áreas onde a gente está trabalhando ficam perto de corpos d'água.
São Áreas de Preservação Permanente. Essa floresta ajuda a proteger esse espaço. A gente coleta sementes, produz as mudas.
É uma cadeia da restauração que gera emprego e renda", afirma Rafael Bitante Fernandes, gerente de restauração florestal da SOS Mata Atlântica Ao longo dos últimos 40 anos, os projetos desenvolvidos pela Fundação chegaram a mais de 680 cidades do país e resultaram na recuperação de aproximadamente 24 mil hectares de áreas. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília. VÍDEOS: assista às reportagens da região



