Ataque no aeroporto de Riad deixa 12 mortos e mais de 300 feridos Novos ataques atingiram neste domingo dois aeroportos da Arábia Saudita, em meio à escalada de tensões entre de forças sauditas e o grupo extremista Houthi, financiado pelo Irã que se tornou um dos principais conflitos atuais no Oriente Médio. ➡️ Os aeroportos de Riade, a capital saudita, e Dammam foram alvejados neste domingo, segundo autoridades locais. Os Houthis reivindicaram o ataque.
No sábado, o grupo extremista já havia lançado mísseis contra o aeroporto de Riade, matando 13 pessoas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp No aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade, um projétil não identificado atingiu o terminal 4, segundo o governo saudita. No sábado, um bombardeio no mesmo aeroporto, um dos principais hubs do Golfo Pérsico, matou 13 pessoas e feriu mais de 300.
Os Houthis reivindicaram a autoria do atentado deste domingo. O grupo também afirmou ter atacado o aeroporto de Dammam e instalações da Aramco ao longo deste domingo. A agência de aviação saudita confirmou o ataque, mas não havia informado sobre vítimas e danos até a últim atualização desta reportagem.
Homem espera diante de estação de metrô perto do aeroporto internacional de Riade, na Arábia Saudita, após ataque dos Houthis, em 10 de outubro de 2026. Associated Press 👉 Os conflitos entre forças sauditas e os Houthis vêm crescendo nas últimas semanas e se tornaram o atual grande ponto de tensão no Oriente Médio. Os Houthis agem em retaliação à coalizão liderada pela Arábia Saudita que luta ao lado de forças do governo no Iêmen, que travam uma guerra civil interna contra o grupo extremista.
Também neste domingo, a Al Masirah TV, emissora do Iêmen controlada pelos Houthis, acusou a Arábia Saudita de um ataque ao o aeroporto internacional de Sanaa, capital iemenita. Mais cedo, o grupo extremista havia emitido um alerta de risco para novos ataques a aeroportos da Arábia Saudita e pediu que companhias aéreas, viajantes e funcionários se mantenham afastados.
"Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes contra o uso dos aeroportos e do espaço aéreo saudita, pois são vulneráveis a ataques e se tornaram alvo de operações para nossas forças, com exceção dos aeroportos em Meca e Medina (cidades sagradas). Instamos a todos a levarem nossos avisos a sério, e a Arábia Saudita é responsável por quaisquer interceptações malsucedidas", diz o post.
Ataque a Riade Ambulância estacionada no Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, após várias pessoas ficarem feridas por explosão. Social Media/REUTERS O ataque de sábado ao aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, ocorreu sem que o sistema de alerta de ameaças da Arábia Saudita emitisse qualquer aviso. A ofensiva foi a mais mortal desse tipo no país em mais de uma década.
Segundo o jornal americano "The New York Times", Mohammed al-Bukhaiti, uma das principais autoridades do grupo rebelde do Iêmen, afirmou que a ofensiva foi uma retaliação aos bombardeios realizados pela Arábia Saudita contra o território iemenita. O ataque forçou o fechamento temporário do aeroporto mas o Ministério da Energia da Arábia Saudita afirmou que uma conferência internacional de energia, planejada há muito tempo, ainda está confirmada para este domingo em Riad.
O Congresso de Energia da WPC, com duração de cinco dias, está sendo realizado em um centro de convenções a cerca de 10 km do aeroporto. A TV estatal informou que mais de 70 ministros, 300 executivos de empresas e representantes de mais de 25 organizações internacionais de energia confirmaram presença. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo avalia participar dos bombardeios sauditas contra os Houthis.
"Talvez. Vamos analisar. Acabamos de saber do ataque mais recente, então vamos tomar uma decisão.
Agimos muito rapidamente", disse Trump a jornalistas na Casa Branca. Mapa da Arábia Saudita e sua capital, Riade AP Photo



