Maroon 5 toca 'She will be loved' no Rock in Rio O Rock in Rio 2026 teve neste sábado (12) um dia de pop farofento, grandes hits e encontros especiais, com o Maroon 5 como headliner no Palco Mundo. Em seu terceiro Rock in Rio, a banda fez um show previsível, sem novidades no repertório, mas sustentado por sucessos como “This Love”, “Animals”, “Maps” e “Sugar”, que garantiram o coro da plateia.
Antes deles, Demi Lovato apresentou sua atual fase mais pop e dançante, depois de um período mais roqueiro, e ainda recebeu Pabllo Vittar para cantar “Cool for the Summer”. O colombiano J Balvin manteve a pista aquecida com seus hits e chamou Pedro Sampaio para cantar “Perversa”, em uma dobradinha que também teve Melody como convidada-surpresa. Mais cedo, Pedro havia feito um dos shows mais populares do dia, arrebatando uma multidão com “Cavalinho” e outros sucessos.
HORÁRIOS ROCK IN RIO: Confira a programação completa GALERIA: Veja fotos dos shows 6º dia Famosos curtem 6º dia; veja imagens No Sunset, o inglês Mumford & Sons fez sua estreia no festival diante de um público modesto, mas mostrou que a pausa na carreira fez bem ao grupo, equilibrando a fase mais visceral dos trabalhos recentes com os hits do auge do indie folk.
João Gomes, por sua vez, transformou o caminho até o palco em uma festa de rua, conduzindo um cortejo com estandartes, O Homem da Meia-Noite, o Boi da Macuca e bonecos de Olinda antes de subir ao palco com uma Orquestra Brasileira. Os Gilsons começaram com um show morno, mas foram salvos pela presença do Olodum, que trouxe seu samba-reggae para o palco, e de Daniela Mercury, que dominou a apresentação e levantou o público.
Criolo também teve um dos encontros marcantes do dia, em um show que reuniu diferentes referências da música brasileira. Saiba como foi o sexto dia de Rock in Rio 2026: Maroon 5 Maroon 5 toca 'Moves like Jagger' no Rock in Rio Headliner deste sábado (12) no Rock in Rio, o Maroon 5 se tornou um meme do festival depois que substituiu Lady Gaga de última hora em 2017. Desde então, a sensação é de que qualquer espaço vago será preenchido pela banda, que estará à espreita e pronta para cantar “Payphone”.
Claro que faixas como “This Love”, “Animals” e “Maps” arrancam um coro da plateia. A banda é um fenômeno radiofônico como poucos no país, com hits de sobra para brincar. De modo geral, não é exagero algum dizer que o show foi mais do mesmo.
Inclusive porque a banda não tocou nenhuma do “Love Is Like” (2025). Leia mais sobre o show. Mumford & Sons Mumford & Sons toca 'I Will Wait' no Rock in Rio Ao vivo, de fato, canções novas como “Rubber band man”, “Prizefighter” e principalmente a bonita “Here”, com ecos de Cat Stevens, soam mais complexas e com mais camadas do que os hits da primeira vinda.
Só que quem botou uma capa de chuva e fez parte da multidão, pequena para um headliner e grande para se chamar de fiasco, aprovou novidades e “velharias”, sobretudo a despedida com “I Will wait”. Foi um acerto de contas com os fãs brasileiros e com a banda que o Mumford & Sons é hoje. Uma banda em busca de sons mais trabalhados e viscerais, sem renegar o passado de indie rock delicinha.
Teria feito mais sentido em um fim de tarde de Lolla Provavelmente. Mas não dá para escolher tudo na vida. Leia mais sobre o show.
Demi Lovato Demi Lovato canta 'Heart Attack' no Rock in Rio Independentemente da fase, uma coisa não muda: Demetria é uma diva pop que faz questão de mostrar que canta ao vivo, com uso discreto de vozes de apoio nas partes mais coreografadas. Desta vez, ela veio apresentar a fase do álbum "It's Not That Deep", com um pop mais solto e menos sombrio do que o da era anterior. O disco de 2025 cede 10 de suas 13 músicas para o set.
“Uma coisa incrível dos lovatics brasileiros é que vocês estiveram do meu lado desde o primeiro dia. O que temos vai durar para sempre”, prometeu. Seu estilo de performance, no entanto, funciona mais em baladas intensas como “Skyscraper” ou “Stone Cold” e dance pops mais limpos como “Give Your Heart a Break”.
Demi Lovato ainda é mais musical da Disney do que “Brat”. Por mais que ela não queira ser. Leia mais sobre o show.
João Gomes & Orquestra Brasileira João Gomes & Orquestra Brasileira animam público do Rock In Rio com ‘Frevo Mulher’ O show de João começou antes mesmo de ele subir ao Palco Sunset.
Enquanto J Balvin cantava no Palco Mundo, o brasileiro reuniu um cortejo que passou pelo público do Rock in Rio, com diversos símbolos do Carnaval: estandartes, O Homem da Meia-Noite, uma chave como a de Cariri (que abre a festa em Pernambuco), o Boi da Macuca, um grupo de pernas de pau, bonecos de Olinda (representando João, Chico Science e Gonzagão) e por aí vai. João entrou no palco acompanhado de uma orquestra com músicos e sonoridades de diferentes estados.
Violinos, violas , flautas e violoncelos se conectaram a instrumentos ligados a diversas tradições do país, como pífanos de Caruaru e tambores do Maranhão. Além de passear por sua carreira, João homenageou compositores nordestinos com um medley trazendo “Confidências” (de Jorge de Altinho e Petrúcio Amorim), “Anjo Querubim” (Petrúcio Amorim) e “Ai, Que Saudade D'Ocê” (Vital Farias).
Em seguida, trouxe “Frevo Mulher”, de Zé Ramalho, compartilhando o vocal com o maestro pernambucano Spok, que tem uma grande história associada ao frevo. Leia mais sobre o show. J Balvin J Balvin toca 'Bum Bum tam tam', de MC Fioti A presença do DJ brasileiro animou bem mais a plateia, que até estava empolgada (mas muitos ainda sentados) com um set inicial voltado para diversos feats do cantor com artistas pelo mundo.
"Mi gente", Willy William (faixa de abertura); "Bola, rebola", um dos vários hits que tem em parceria com Anitta; "Loco Contigo", feat com Tyga; e "Con Altura", com Rosalia, estavam lá. Balvin emendeu várias músicas e conseguiu manter o público animado (embora bem menos engajado do que o de Pedro Sampaio) com hits como "Amarillo", "Sola Conmigo", "Ginza", "La cancion" e "Downtown", mais uma bem sucedida parceria com Anitta.
Neste momento, ele declarou amor pela cantora e agradeceu: "Obrigado por me abrir as portas para o Brasil". Por aqui, nem sinal do clima de flores. Usando um moletom com as cores do Brasil e um bermuda jeans rasgada, se juntou a um balé vestido todo de jeans também, em um palco sem grandes produções, mostrando que está no período de transição de turnês e, talvez, estudando novos conceitos.
Leia mais sobre o show. Gilsons convidam Daniela Mercury e Olodum Daniela, Gilsons e Olodum cantam o clássico 'O Canto da Cidade' O mar de pessoas, ainda com seus leques coloridos em mãos e instigadíssimo depois de galopar num cavalinho e montar num jetski do show de Pedro Sampaio, chegou em peso para conferir a apresentação, mas logo dispersou. O Olodum está no centro da história dos Gilsons.
Não por acaso, “Várias Queixas”, maior sucesso da banda, veio justamente do repertório do bloco. Esta, claro, foi apresentada na sua versão “peace and love” dos Gilsons, não podendo ficar de fora de nenhum de seus shows. A versão do trio, lançada em 2019, foi a que mais ajudou a projetá-los nacionalmente.
Pouco depois, não sobrou para ninguém, foi a vez de Daniela Mercury dar o nome. Sua entrada foi a mais comemorada pelo público e o grande momento do show. Entrou caminhando, vestia um vestido rendado branco e usava seus cabelos cacheados soltos.
Leia mais sobre o show. Pedro Sampaio Público entra no 'maior cavalinho do mundo' com Pedro Sampaio Pedro Sampaio abriu a programação de um Palco Mundo do Rock in Rio entupido de gente por todos os lados neste sábado (12) com um show que marcou o início de uma nova fase da carreira.
A principal novidade apareceu no cenário: uma estrutura de mais de dez sofás coloridos ocupou boa parte do palco, formando uma espécie de arquibancada e trampolim para o artista e seus vinte ótimos dançarinos que usavam conjuntinhos de pijamas curtos e colados. A mesa de DJ de Pedro também foi transformada num sofá.
Em cerca de 28 faixas, Pedro passeou por alguns dos principais sucessos da carreira, como “SEQUÊNCIA FEITICEIRA”, “Poc Poc”, “No Chão Novinha”, “Galopa”, “Joga Pra Lua”, “Dançarina”, “Cavalinho” e o grande hit do carnaval deste ano “JETSKI”. Leia mais sobre o show de Pedro Sampaio.
Criolo, Amaro & Dino Criolo, Amaro & Dino D'Santiago tocam 'Ela é foda' no Palco Sunset Criolo, Amaro Freitas e Dino D'Santiago subiram ao Palco Sunset neste sábado (12) para unir jazz, rap, MPB e ritmos afro-lusófonos em uma celebração das conexões entre Brasil, África e Portugal. A parceria entre o rapper brasileiro, o pianista pernambucano e o cantor luso-cabo-verdiano teve início com "Esperança", canção indicada ao Grammy Latino de 2024.
Definida pelos próprios artistas como um manifesto em defesa do reconhecimento, da igualdade e da transformação social, a colaboração se expandiu e deu origem ao álbum "Criolo, Amaro Freitas e Dino" Eles abriram a apresentação com "Esperança", canção cujos versos refletem sobre o culto ao consumo, ao status e à superficialidade da sociedade contemporânea. Depois, emendaram "Você Não Me Quis" e "Menina do Coco de Carité", com direito até a uma dancinha do trio no palco. Leia mais sobre o show.



