Paula Simões foi apontada pela PF como 'herdeira operacional' de esquema ligado à máfia italiana ‘Ndrangueta’ Redes sociais A influenciadora Paula Simões, presa em setembro por suspeita de envolvimento com a máfia italiana ’Ndrangheta, seria a responsável pela coordenação de atividades relacionadas ao tráfico de cocaína no Brasil como uma herdeira operacional.
Isto porque ela teria assumido o cargo após a prisão do marido, Patrick Assisi, e do sogro dela, Nicola Assisi, há cinco anos, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. As informações são das investigações da Polícia Federal (PF). A defesa de Paula Simões afirmou que ela nega todas as acusações e destacou que nenhuma droga foi apreendida com a influenciadora (veja o posicionamento completo adiante na reportagem).
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Como influenciadora se tornou suspeita de comandar negócios da máfia italiana no Brasil Com quase 30 mil seguidores no Instagram, a influenciadora intermediava o contato entre fornecedores sul-americanos e investidores europeus, coordenando carregamentos de cocaína destinados ao exterior e participando da movimentação financeira da organização criminosa.
Influencer suspeita de ligação com máfia italiana fez post sobre 'botar fogo' em pessoas De acordo com os investigadores, Paula utilizava o codinome 'Chanel' no SkyECC, aplicativo de mensagens criptografadas, e teria sido ameaçada por integrantes da 'Ndrangheta que descobriram o relacionamento extraconjugal dela com Patrick Raasch Cardoso, advogado de Santos (SP), investigado por suspeita de participação no mesmo esquema de tráfico internacional de cocaína.
Integrantes da máfia italiana teriam alertado que a "cabeça" de Paula estava valendo cerca de € 250 mil [aproximadamente R$ 1,4 milhão atualmente] por ela estar usufruindo de viagens e luxos financiados pelo narcotráfico com Patrick Cardoso, entre 2019 e 2023.
Sistema ilícito Paula Simões é suspeita de assumir o comando de esquema de tráfico internacional de drogas Reprodução/Fantástico A investigação também apontou que Paula e o doleiro Tharek Mourad Mourad, preso pela PF em 2025, tinham envolvimento em um sistema ilícito de "dólar-cabo/token", movimentando mais de US$ 6 milhões oriundos das atividades do chamado "clã Assis", entre 2020 e 2021.
Segundo a investigação, o mecanismo funcionava por meio da entrega de dinheiro a doleiros e da liberação de numerário em outro país mediante "tokens", que podiam ser validados pelo número de série de uma cédula. O dinheiro, conforme a PF, era utilizado para a aquisição de drogas, repasses à máfia italiana e despesas pessoais. Entre os novos carregamentos, a corporação destaca o pagamento de US$ 1,47 milhão por uma remessa de 300 kg de cocaína.
Lavagem de dinheiro Paula Simões foi apontada pela PF como 'herdeira operacional' de esquema ligado à máfia italiana ‘Ndrangueta’ Redes sociais A mulher também já foi condenada por lavagem de dinheiro na compra de dois apartamentos em São Paulo (SP). Segundo a Justiça Federal, os imóveis foram adquiridos com dinheiro do tráfico do marido dela. Os apartamentos em áreas nobres da capital paulista foram adquiridos por Paula, em abril de 2015, por cerca de R$ 1,9 milhão.
Nas escrituras, a mulher foi qualificada como solteira, mas formalizou o casamento com Patrick quatro dias depois da primeira aquisição. Para a Justiça Federal, as transações foram realizadas em nome da mulher para ocultar a identidade do real proprietário e a origem ilícita do dinheiro. À época, Paula disse que as compras foram feitas em seu nome porque Patrick ainda não possuía CPF.
O dinheiro usado nas transações, segundo eles, seria proveniente de uma empresa criada por Patrick em sociedade com Paula. A Justiça apurou, no entanto, que a companhia foi criada em agosto daquele ano, data posterior às aquisições. Posicionamentos A defesa de Patrick Cardoso afirmou que o advogado sempre atuou dentro dos limites da advocacia ao longo de 25 anos de carreira e que já apresentou um pedido de revogação da prisão preventiva.
O advogado de Paula Simões afirmou que ela nega todas as acusações e que nenhuma droga foi apreendida com ela. Segundo a defesa, a suspeita de que as atividades criminosas teriam continuado após a prisão dos Assisi é inferência da autoridade policial, não fatos comprovados. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos



