Davi Lucas Santos Maia deu entrada no hospital com vários hematomas e morreu em Porto Acre nesta terça (9) Reprodução A mãe Ana Clara dos Santos, de 18 anos, e o padrasto Tacio Gomes dos Santos, de 23, foram presos suspeitos de espancar e matar o menino Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, nessa terça-feira (8) em Porto Acre, no interior do estado. A criança foi levada pelo casal ao hospital do município, mas já chegou sem vida devido aos hematomas.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Ao g1, o delegado Carlos Bayma, responsável pelo caso, informou que os dois disseram no hospital, inicialmente, que Davi havia sofrido uma queda. No entanto, a equipe médica percebeu que o corpo apresentava diversas marcas que levantaram suspeita de agressão e, então, acionou a polícia. Segundo a autoridade policial, a versão apresentada pelo casal não era compatível com as condições as quais o menino foi encontrado.

Eles, no entanto, negam que tenham espancado a criança. Agora no g1 “Quando a equipe médica viu a situação da criança, achou estranho e chamou a minha equipe. O corpo estava todo manchado, com muitas marcas de pancada.

Pela forma como estava, não seria uma simples queda”, disse. A polícia acionou então o Instituto Médico Legal (IML) e o corpo de Davi foi encaminhado para Rio Branco, onde passa por exames para esclarecer as circunstâncias da morte. Familiares foram ao local na manhã desta quarta (9) para acompanhar os trâmites.

O delegado informou que a mãe e o padrasto do menino foram autuados na Delegacia de Flagrantes (Defla) e permanecem presos. De acordo com Bayma, os dois não tinham passagens pela polícia.

Ana Clara dos Santos foi presa na noite dessa terça-feira (8); ela é mãe de Davi Lucas Santos Maia, morto após ser espancado em Porto Acre Reprodução LEIA MAIS: Madrasta suspeita de obrigar enteada a ingerir soda cáustica é indiciada por tentativa de homicídio no AC Criança de 10 anos é encontrada morta dentro de casa no interior do Acre Creche alvo de investigação por maus-tratos no Acre funcionava há 10 anos sem alvará; donos são indiciados A investigação também apura se o menino era vítima de maus-tratos e se havia outras circunstâncias relacionadas à morte.

“Eu já pedi todos os exames possíveis para saber se houve maus-tratos, se houve abuso e o que aconteceu com essa criança. A suspeita é muito forte de que ele vinha sofrendo agressões mesmo”, afirmou Bayma. Ainda conforme o delegado, a polícia também recebeu informações de que a criança poderia ser entregue a outro familiar antes da morte.

A hipótese passou a fazer parte da investigação. “Tudo indica que eles queriam se livrar da criança, queriam se ver livres dela. A gente está investigando isso e esperando os exames para saber exatamente o que aconteceu”, afirmou.

A polícia aguarda os laudos do IML para seguir com as investigações. Segundo o delegado, os exames devem ficar prontos em até 10 dias úteis. Corpo da criança foi levado para o Instituto Médico Legal de Rio Branco Eldérico Silva/Rede Amazônica VÍDEOS: g1