Agências da Caixa em Goiás estão fechadas por tempo indeterminado após greve iniciada nesta terça-feira (8). Divulgação/Sindicato dos Bancários de Goiás Em greve desde terça-feira (8), agências da Caixa Econômica Federal estão fechadas por tempo indeterminado em Goiânia e no interior após os empregados rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028, segundo o Sindicato dos Bancários de Goiás.
A assembleia foi realizada em ambiente virtual entre os dias 3 e 4 de setembro. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com Sergio Costa, presidente do sindicato, em Goiás 96,50% dos trabalhadores que participaram da votação rejeitaram a proposta do banco, enquanto 3,50% foram favoráveis. Em entrevista ao g1, Sergio explicou que um dos principais entraves da negociação é o Saúde Caixa, plano de assistência médica oferecido pela empresa a empregados da ativa, aposentados, pensionistas e dependentes.
O dirigente sindical destacou ainda outras reivindicações, como reposição salarial, redução de sobrecarga, regramento do teletrabalho e manutenção de direitos específicos da categoria. "A proposta que nos foi apresentada foi considerada insuficiente pelas entidades representativas porque, na avaliação dos trabalhadores, transfere parte significativa dos custos do plano de saúde para empregados, aposentados e pensionistas, enquanto a categoria reivindica maior participação financeira da Caixa", afirmou.
Agora no g1 Segundo o sindicato, a adesão ao movimento é crescente e diversas agências, na capital e no interior, já paralisaram o atendimento ao público.
Impasse no Saúde Caixa Para Claudia Bahia, vice-presidente da Associação dos Gestores da Caixa em Goiás (Agecef-GO) e diretora regional do Centro-Oeste da Federação Nacional dos Gestores da Caixa (Fenag), o problema não se limita ao reajuste salarial, envolvendo principalmente o impacto do plano de saúde nas finanças dos trabalhadores, além das condições de rotina que levam ao adoecimento da categoria. Conforme Claudia, a regra de custeio do plano foi alterada em 2017.
Ao g1, ela relatou que o modelo anterior previa a cobertura de 70% das despesas pela Caixa e 30% pelos funcionários. Naquele ano, entretanto, a instituição modificou o estatuto da assistência e estabeleceu um teto de 6,5% sobre a folha de pagamento para a contribuição patronal.
LEIA TAMBÉM: Leilão da Caixa oferece mais de 80 imóveis em Goiás com descontos de até 50% Mega-Sena: jogos de Goiânia e Aparecida faturam R$ 120 mil com cinco acertos Servidores da Educação suspendem greve em Goiânia Na avaliação da diretora, os trabalhadores podem até receber reposição salarial acima da inflação, mas acabam absorvendo despesas muito maiores com a coparticipação em saúde.
"Se os gastos do Saúde Caixa sobem além do limite estabelecido, o excedente dessa capacidade de custeio acaba sendo repassado aos empregados", explicou. Claudia destacou ainda que a Fenaban ofereceu reajuste pelo INPC acrescido de 0,60% de ganho real aos bancários, patamar aceito pela rede privada. "Não basta discutir o reajuste de 0,6% acima da inflação, porque o encarecimento dos custos do plano pode acarretar uma perda financeira substancialmente maior", ressaltou.
Nova reunião Uma nova rodada de diálogo com a Caixa está prevista para esta quarta-feira (9). No encontro, que reúne representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores das Empresas de Crédito (Contec), as partes voltam a debater os termos da renovação e os rumos da paralisação. Em Goiás, 96,50% dos trabalhadores votaram contra a proposta Divulgação/Sindicato dos Bancários em Goiás 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
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