'Não tinha como sobreviver': seca mata animais e deixa famílias sem renda em Sergipe A seca levou 11 municípios de Sergipe à situação de emergência. Sem pasto e água, muitos animais estão morrendo. Para os produtores de leite, o prejuízo ocorre em cadeia.
O animal perde o peso, produz menos leite e, em muitos casos, não resiste. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Em Poço Redondo, a estiagem secou riachos e açudes.
O produtor Cleiton Feitosa perdeu a lavoura de milho, e os animais ficaram sem ter o que comer. Ao mesmo tempo, os custos da ração aumentaram. Sem condições de alimentar os animais, o criador decidiu vender 16 das 20 vacas para não ver o rebanho morrer.
A situação se repetiu com Genildo dos Santos, que precisou vender todo o rebanho. As 26 vacas de leite garantiam o sustento da família, que agora sobrevive apenas com o dinheiro de um benefício social. "Não tinha como a gente sobreviver.
[Não tinha dinheiro] nem pra a gente, nem pra elas. Aí tivemos que vender. A gente ficou com o coração magoado.
Ainda hoje estamos", disse. José Valmir Gomes perdeu quatro animais. Os que restam estão magros e enfraquecem pouco a pouco.
"Daqui ela ia para casa. Aí aqui ela não aguentou, se deitou e não levantou mais. Porque além de fraca, ela tava prenha.
Aqui o restinho da cria. Não dá nem pra saber se era macho ou era fêmea", diz o criador ao mexer nos ossos do feto largados no chão. A palma é o único alimento que restou para o rebanho.
Mas a quantidade disponível só dá para alimentar as vacas por mais um mês. "É pedir sorte a Deus que chova e as coisas voltem ao normal como era", afirma Gomes. Leia também: 'Orelha-de-elefante': moradora encontra planta misteriosa no quintal, e especialista alerta que espécie é tóxica Oliveiras destruídas e lavouras bloqueadas por tropas israelenses: a luta para produzir azeite em Gaza Seu café tradicional mudou?
Entenda o que está diferente na composição



