Indígena produzindo cerâmica. Alicce Rodrigues. Local de pertencimento e ancestralidade, a aldeia Alves de Barros, em Porto Murtinho, será palco de um intercâmbio de saberes entre ceramistas indígenas do Pantanal e de Roraima, na Amazônia.
O encontro reúne mulheres Kadiwéu, Macuxi e Wai Wai para compartilhar técnicas de produção, discutir a valorização da arte indígena e trocar experiências sobre a comercialização das peças. O encerramento do encontro será com um bazar de artesanatos indígenas em Bodoquena . Entre as atividades do 2º Encontro Ancestral de Cerâmica Indígena estão um treinamento sobre precificação e estratégias de vendas da arte produzida pelos povos originários.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Nesta edição, as mulheres Kadiwéu recebem o intercâmbio em seu próprio território, com a participação de artistas das etnias Macuxi e Wai Wai. 🔎 Para produzir as cerâmicas, as mulheres Kadiwéu coletam o barro e utilizam pigmentos naturais encontrados em nascentes, pedras e riachos. No acabamento, aplicam a resina do pau-santo, responsável por detalhes pretos e pelo brilho característico das peças.
Indígenas produzindo cerâmica. Alicce Rodrigues. A primeira edição do encontro ocorreu em 2022, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, por meio do projeto Bem Viver, do Conselho Indígena de Roraima (CIR).
Na ocasião, participaram artistas das etnias Macuxi, Kadiwéu e Terena. A organização ficou a cargo das comunidades de Roraima, em parceria com Enoque Raposo, representante da comunidade Raposa I e atuante no etnoturismo, e com a ceramista Sônia Rigueira, fundadora do Instituto Terra Brasilis. Agora, no território Kadiwéu, as artistas terão uma nova oportunidade de compartilhar conhecimentos e discutir as condições necessárias para continuar produzindo, ensinando e comercializando a arte indígena.
Agora no g1 Programação No sábado (10), a aldeia Alves de Barros recebe um treinamento sobre precificação e estratégias de vendas, das 10h às 16h. Em seguida, haverá uma conversa sobre a comercialização da produção ancestral. No domingo (11), o encontro será dedicado às técnicas e aos processos de produção, além das formas de valorização da cerâmica indígena, também na aldeia.
Já na segunda-feira (12), o Bazar da Associação das Mulheres Artistas Kadiwéu (AMAK) encerra a programação com a venda de cerâmicas, cestarias, roupas e biojoias Kadiwéu. O bazar será realizado das 9h às 17h, na sede da Associação das Comunidades Indígenas da Reserva Kadiwéu (ACIRK), localizada na Rua Guilherme Maidama, 128, em Bodoquena. Veja mais vídeos de Mato Grosso do Sul:



