Sociedade Musical Campesina Friburguense irá homenagear Benito Di Paula O cantor e compositor Benito Di Paula será homenageado no Concerto de Natal da Sociedade Musical Beneficente Campesina Friburguense, que acontecerá no dia 13 de dezembro, no Teatro Municipal de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Benito Di Paula morreu no domingo (18), em decorrência de um câncer de próstata, doença contra a qual fazia tratamento havia cerca de um ano.
O velório será aberto ao público nesta terça-feira (20), no Theatro Municipal de São Paulo. A Prefeitura de Nova Friburgo decretou luto oficial de três dias. Benito foi aluno da Campesina Friburguense em 1959, aos 17 anos, onde teve suas primeiras aulas de música.
Os arquivos da sociedade musical ainda guardam seu primeiro registro como estudante. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Benito Di Paula recebeu as primeiras aulas de música na Campesina Friburguense Pablo Machado O presidente da Campesina Friburguense, Carlos Magno da Silva, conhecido como Maguinho, conta que no dia 6 de janeiro a Sociedade Musical fez uma homenagem ao artista, que reuniu parte da família, e planeja inserir Benito Di Paula no Concerto de Natal deste ano.
"Vai ser um orgulho muito grande falar desse grande artista no nosso Concerto de Natal, é o mínimo que podemos fazer pelo homem da montanha. Todos nós estamos muito sensibilizados por essa perda irreparável. Ele aprendeu música na Campesina, teve um grande sonho e o realizou.
O legado permanece", se emocionou Maguinho. Espetáculo teatral homenageou Benito Di Paula em 2025 A vida e a obra do cantor e compositor Benito Di Paula foram destacadas em 2025, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, com o espetáculo "O Homem da Montanha". A peça prestou homenagem ao artista friburguense, autor de clássicos como Retalhos de Cetim, Meu Amigo Charlie Brown e Mulher Brasileira.
A direção do espetáculo foi assinada por Bernardo Dugin. Em suas redes sociais, o diretor desejou a Benito Di Paula "um caminho de muita luz" e manifestou solidariedade ao filho do artista, Rodrigo Vellozo. "No fundo, a história de Uday também é a história de tantos de nós.
É a história de alguém que nasce em um lugar pequeno, carrega suas origens e, em algum momento, ousa sonhar para além das montanhas. Antes de se tornar um ícone da música brasileira, Benito foi um menino de Friburgo", finalizou o diretor.
Espetáculo contou a trajetória de vida de Benito Di Paula Max Santos Dugin explicou que, a partir das entrevistas com pessoas que fizeram parte da história de Benito Di Paula, a equipe buscou conhecer Uday Vellozo, o menino que nasceu em uma família numerosa, em uma realidade humilde, cercado pelo amor dos pais, pelos afetos e pelas histórias de sua comunidade.
Benito Di Paula falou sobre Nova Friburgo Em fevereiro de 2025, Benito Di Paula deu entrevista ao g1 e falou sobre a relação afetiva que tinha com a sua cidade natal. O artista comentou ser "o homem da montanha", remetendo à canção "Homem da Montanha", de 1976, que traz uma declaração de amor por Nova Friburgo, narrando a vontade de voltar para a Serra diante da vida na cidade grande. "É a minha terra, sou o 'Homem da Montanha'.
Tenho muita saudade de lá, tenho recordações bonitas. Gosto muito da minha terra. Nova Friburgo é a minha casa, está no coração", contou.
Benito Di Paula Benito Di Paula nasceu em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, com o nome de Uday Vellozo, e foi criado no Rio de Janeiro. Mas o Brasil já o conheceu como Benito Di Paula a partir dos anos 1970, década em que o artista fez sucesso nacional com um samba diferente, esquema novo. Ao longo da carreira, tornou-se um dos nomes de destaque da música popular brasileira, especialmente nas décadas de 1970 e 1980.
Teve mais de 50 milhões de discos vendidos no mundo, sendo quatro milhões só na Europa. Entre seus sucessos estão Retalhos de Cetim, Charlie Brown e Mulher Brasileira. Seu estilo, marcado pela presença do piano e por arranjos românticos, contribuiu para consolidar uma identidade própria dentro do samba.
Benito Di Paula jamais se considerou um sambista da dinastia de Martinho da Vila e Paulinho da Viola, cantores e compositores que também obtiveram grande sucesso na década de 1970 no segmento do samba. Benito sempre se rotulou publicamente como sambeiro e como pianeiro. Foi no toque percussivo do piano que Benito Di Paula fazia a própria batucada com um suingue brasileiro que, de certa forma, antecipou o pagode paulista que seria propagado nos anos 1990 por grupos como Raça Negra com arranjos cheios de teclados.
E o fato é que o sambeiro pianeiro imprimiu assinatura singular na música do Brasil. Benito Di Paula na capa de álbum de 1976 Reprodução / Capa de disco



