Período da estiagem no Amazonas em 2025 Divulgação Mais de 100 mil famílias já foram afetadas pela estiagem de 2026 no Amazonas, segundo levantamento da Defesa Civil do estado divulgado na noite de domingo (18). Ao todo, 40 municípios estão em situação de emergência, 17 em alerta e cinco em situação de atenção. Além da seca dos rios, o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais monitora as queimadas no estado.

O uso do fogo está proibido por 120 dias em todo o Amazonas, com exceção dos casos previstos em lei. De acordo com a Defesa Civil, 101.084 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem.

O levantamento aponta que 40 municípios estão em situação de Emergência: Alvarães, Amaturá, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Outros 17 municípios estão em situação de Alerta: Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Humaitá, Japurá, Manicoré, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará. Cinco municípios estão em situação de Atenção: Anamã, Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga. Não há municípios em situação de Normalidade.

Ações do governo De acordo com o governo, foram intensificadas as ações de prevenção e combate às queimadas e aos efeitos da estiagem em parceria com o governo federal. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) reforçou a atuação em 36 municípios, com cerca de 1,5 mil profissionais, entre bombeiros militares, brigadistas municipais e agentes federais. As equipes contam com 96 viaturas.

Entre 1º de junho e 17 de outubro, o CBMAM contabilizou 3.748 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e combateu 22.974 focos de incêndio, sendo 4.668 na capital e 18.306 no interior. O Governo Federal enviará reforço de pessoal, incluindo agentes das Forças Armadas e da Força Nacional, além de mais 153 brigadistas do Programa Floresta em Pé. O número de aeronaves mobilizadas passará de 11 para 16, entre aviões Air Tractor, KC-390 e helicópteros.

A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) também atua nas áreas com maior incidência de queimadas, com cerca de 100 policiais do Comando de Policiamento Especializado e 25 viaturas. No sábado (17/10), 11 pessoas foram presas em Autazes, suspeitas de envolvimento em crimes ambientais. Na área de fiscalização, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Operação Amazonas+Verde realiza ações de combate a incêndios em 33 municípios.

A Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com apoio de drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. As infrações identificadas podem resultar em multas e embargos. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas registrou 8.165 focos de calor até o dia 18 de outubro.

Cidades em situação de emergência afetadas por incêndios Como medida preventiva, o Estado estabeleceu, por meio do Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro, o período proibitivo para o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, ressalvadas as exceções previstas em lei. O Decreto nº 55.338 instituiu o Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas, com medidas para reduzir o desmatamento, as queimadas e a degradação florestal.

Também foram declaradas situações de emergência por 180 dias em municípios afetados por incêndios florestais e em todo o estado, devido aos efeitos da estiagem. O Decreto nº 55.751, publicado em 10 de outubro, abrange 36 municípios afetados por incêndios florestais. Já o Decreto nº 55.486, de 21 de setembro, declarou emergência em todo o estado em razão da estiagem agravada pelo fenômeno El Niño.

As medidas permitem ampliar as ações de resposta e recuperação. As iniciativas incluem atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026, e o monitoramento dos focos de calor por imagens de satélite. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) utilizam os dados para direcionar fiscalizações e identificar possíveis infrações ambientais.

As equipes também contam com tecnologias como o Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant Harpia), drones com câmeras térmicas e conexão via Starlink. O CBMAM ampliou o número de bases permanentes no interior, de 11 para 25. Na frente de fiscalização ambiental, o Ipaam aplicou mais de R$ 167 milhões em multas e realizou 421 embargos, que abrangem mais de 65 mil hectares, até meados de outubro.

Em setembro, a Polícia Civil do Amazonas registrou 66 boletins de ocorrência por incêndio e 151 por desmatamento.