Viatura da PM atinge motociclista durante comemoração de vitória de Lula em Florianópolis O motociclista Pedro Henrique Ely, de 24 anos, seguia internado na terça-feira (27) após ser atropelado por uma viatura da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) no domingo (25), em Florianópolis. Ele foi atingido enquanto comemorava a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.

Após o atropelamento, o jovem chegou a ser autuado em flagrante, passou por cirurgia e teve a liberdade provisória concedida pela Justiça de Santa Catarina, que determinou a apuração da conduta dos policiais. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O caso ocorreu na região dos bairros Ingleses e Sambaqui, no Norte da Ilha de Santa Catarina, onde moradores se reuniam para comemorar o resultado da votação.

A advogada Sandra Annuseck, responsável pela defesa de Pedro, afirmou que o jovem "foi violentamente atingido por viatura policial sem qualquer direito à defesa". Ele sofreu fratura exposta em uma das pernas e já passou por cirurgia emergencial. O g1 preparou uma reportagem para explicar o que aconteceu com o motociclista no domingo e depois.

No texto, você vai conferir os seguintes tópicos: Vídeo flagrou atropelamento Defesa diz que Pedro participava das comemorações Qual o relato da PM? Quais ferimentos o motociclista teve? Motociclista foi preso em flagrante Ministério Público pediu a prisão preventiva do motociclista Prisão preventiva não foi homologada pelo Poder Judiciário Violência policial será investigada PM se manifestou por nota 1.

Vídeo flagrou atropelamento Um vídeo feito por um pedestre flagrou o momento em que o carro da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) atropelou o jovem. A filmagem mostra o veículo policial em alta velocidade. Em seguida, a viatura atravessou o canteiro centro da via, seguiu pela contramão e atingiu a moto.

O piloto caiu no chão e o capacete rolou pela rua. O policial que dirigia o carro saiudo veículo. Testemunhas se aproximaram do local onde o motociclista caiu e questionam a ação da PM.

Carro da PM atinge motociclista em Florianópolis Reprodução/NSC TV 2. Defesa diz que Pedro participava das comemorações A defesa de Pedro, feita pela advogada Sandra Annuseck, informou que ele participava das comemorações do resultado das eleições. "Foi violentamente atingido por viatura policial sem qualquer direito à defesa", declarou a advogada.

"Pedro apenas comemorava o resultado das urnas e foi abordado em flagrante tentativa de homicídio. Sendo que em momento algum ele tenha ameaçado a integridade física de qualquer pessoa que, assim como ele, comemorava a eleição", resumiu. 3.

Qual o relato da PM? O boletim de ocorrência da Polícia Militar diz que a corporação foi chamada por volta das 22h20 de domingo por moradores que relataram que um motociclista fazia manobras perigosas perto da rodovia SC-403, na região dos bairros Ingleses e Sambaqui, no Norte da Ilha de Santa Catarina. A PM disse que chegou ao local e viu o piloto fazendo acelerações abruptas com a moto e decidiu tentar a abordagem.

Ainda conforme os policiais, ao ver a aproximação da corporação, o motociclista fugiu e trafegou pela calçada. Em seguida, desobedeceu às ordens de parada da PM e fugiu por várias ruas em alta velocidade. Sobre o momento da batida, a Polícia Militar relatou que atravessou o canteiro central para interceptar o motociclista.

Como o piloto não freou, houve a colisão. A PM ainda relatou que o motociclista tinha sinais de embriaguez e que se recusou a fazer o teste do bafômetro. Como ele ficou ferido, foi levado ao Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis.

4. Quais ferimentos o motociclista teve? A defesa de Pedro informou que ele sofreu fratura exposta em uma das pernas e já passou por uma cirurgia emergencial.

Ele deve passar por outro procedimento cirúrgico, conforme a família, e está lúcido. Motociclista hospitalizado Divulgação 5. Motociclista foi preso em flagrante Apesar de ter sido hospitalizado, o motociclista foi preso em flagrante.

A prisão dele foi homologada pelo Poder Judiciário, pela Vara Regional de Garantias de Florianópolis. No entanto, ele já está em liberdade. Isso porque o Poder Judiciário decidiu por aplicar medidas cautelares, em vez da prisão preventiva.

Além disso, a audiência de custódia não pôde ser feita, já que Pedro está hospitalizado. Justiça manda investigar policiais que atropelaram motociclista MP pede informações à PM sobre atropelamento de motociclista Ministério da Justiça pede esclarecimentos sobre atropelamento 6. Ministério Público pediu a prisão preventiva do motociclista O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) se manifestou a favor da prisão em flagrante do motociclista fosse convertida em preventiva.

Para o órgão, o piloto cometeu os seguintes delitos: dirigiu embriagado; trafegou em alta velocidade; desobedeceu a ordem de parada da polícia. Para o MPSC, a prisão deveria ser convertida em preventiva pelos seguintes motivos: a soma das penas de todos esses delitos é superior a quatro anos; o piloto já foi condenado por outro crime doloso (quando há intenção). O MPSC disse na manifestação pela prisão preventiva que todos os antecedentes criminais do motociclista estão relacionados ao trânsito.

No caso em que ele foi condenado, julgado em 2025, ele havia desobedecido uma ordem de parada da PM e só conseguiu ser abordado após se desequilibrar da moto e cair. Ainda conforme o MP, ele responde por outros dois crimes de trânsito, ainda sem julgamento, sendo um deles por desobediência. Em outro processo, por participação em disputa de veículos na rua e dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

7. Prisão preventiva não foi homologada pelo Poder Judiciário Apesar da manifestação do MPSC, o Poder Judiciário não homologou a prisão preventiva do motociclista. A juíza Mariana Machado Tessari escreveu na decisão que os delitos cometidos por ele "não foram praticados com violência ou grave ameaça à pessoa, tampouco há notícia de que o investigado tenha descumprido medidas cautelares anteriormente impostas ou de que sua liberdade represente risco concreto à instrução criminal ou à aplicação da lei penal".

Dessa forma, foi concedida a liberdade provisória de Pedro. Ele precisa cumprir as seguintes medidas cautelares: não cometer novas infrações penais; comparecer a todos os atos processuais quando intimado; manter endereço e telefone atualizados perante o Poder Judiciário; não poder sair de Florianópolis por mais de 15 dias sem autorização. 8.

Violência policial será investigada Como houve a batida com o carro da PM e o motociclista se machucou, a decisão judicial também determina: que o piloto faça exame de corpo de delito em 24 horas; encaminhe-se cópia do depoimento e demais documentos pertinentes para órgãos responsáveis pela apuração de responsabilidades, especialmente Ministério Público e Corregedoria da Polícia Militar; que o processo seja enviado à Vara responsável pelos crimes militares; que o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) seja comunicado do caso.

🔎Os GMFs são estruturas dos Tribunais de Justiça e dos Tribunais Regionais Federais responsáveis pelo monitoramento e fiscalização do sistema carcerário, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 9. PM se manifestou por nota A Polícia Militar se manifestou por nota.

Na noite deste domingo (25), uma guarnição da Polícia Militar Rodoviária deslocava-se pela SC-406, retornando de um atendimento de sinistro de trânsito na &região do Rio Vermelho, quando, ao chegar à SC-403, deparou-se com diversos motociclistas realizando manobras perigosas e conduzindo os veículos de forma incompatível com a segurança viária. Conforme informações preliminares, cabe ressaltar: 1) Diante da situação, a guarnição iniciou a intervenção para conter um dos condutores que praticava as manobras.

Durante a abordagem ocorreu uma colisão de uma das motocicletas com a viatura policial. 2) O condutor da motocicleta foi encaminhado ao hospital para atendimento médico. 3) Em relação às imagens divulgadas, a Polícia Militar informa que serão adotadas as medidas administrativas cabíveis, com o encaminhamento dos fatos à Corregedoria do Comando de Polícia Militar Rodoviária, para apuração das circunstâncias.

A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e a correta prestação do serviço de segurança pública à sociedade. Comando de Polícia Militar Rodoviária Policia Militar de Santa Catarina VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias