Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-presidente do STF, Ricardo Lewandowski Fátima Meira/Estadão Conteúdo O ex-presidente do STF Ricardo Lewandowski não foi procurado para assinar o manifesto de ministros aposentados da Corte sobre a crise no Supremo. O blog apurou que o ex-ministro soube do documento pela imprensa. Lewandowski imagina que não foi localizado por celular, já que viajou para uma área remota para descansar no feriado de 7 de Setembro.
O ex-ministro disse que, mesmo procurado, não assinaria o documento pelos mesmos motivos apontados por Barroso ao blog: foi colega de bancada de quase todos os atuais ministros e conversa bem tanto com Alexandre de Moraes quanto com André Mendonça. Agora no g1 Lewandowski integrou o STF entre 2006 e 2023, por indicação de Lula. Ele deixou a Corte para se aposentar.
O magistrado presidiu o Supremo entre 2014 e 2016. Participou do terceiro governo de Lula na posição de ministro da Justiça e da Segurança Pública. Nessa segunda-feira (7), treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Ayres Britto e Celso de Mello, enviaram uma carta aberta ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo a convocação urgente de uma sessão pública para que o plenário determine uma “imediata e rigorosa” apuração dos fatos que atingem o tribunal.
A manifestação classifica o momento como a “mais aguda crise” da história do STF e afirma que os episódios comprometeram o prestígio e a autoridade da Corte, a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas. Os signatários afirmam confiar na condução de Fachin e defendem que uma eventual apuração ocorra pelo plenário, em sessão pública e sob o devido processo legal.



