Laurisley Fideles Mariano, 30 anos, irá a júri popular após a Justiça do Acre negar seu recurso nesta sexta-feira (11) Arquivo/Polícia Civil Apontado como um dos fundadores da facção Bonde dos 13, Laurisley Fideles Mariano, vulgo Arrascaeta, de 30 anos, vai a júri popular por tentativa de homicídio e organização criminosa. Considerado de altíssima periculosidade, ele foi preso no Rio de Janeiro no ano passado, e segue encarcerado.
Ele é defendido pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), que não costuma se pronunciar sobre os casos. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A defesa pediu a impronuncia sob o argumento de que faltou fundamentação adequada no processo e insuficiência de indícios de autoria dele nos crimes. Contudo, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) negou a alegação e manteve a pronuncia.
Laurisley Fideles também é acusado de tentar matar Erineldo de Almeida Araújo com uma arma de fogo. O crime, segundo a acusação, teve participação de adolescentes e conexão com outras facções. O caso é considerado tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Conflitos entre facções são principal motivação de homicídios no Acre LEIA TAMBÉM: Roubo, homicídios e participação em facções: penas dos foragidos de presídio no AC ultrapassam 400 anos Todos os municípios do Acre têm presença de facções criminosas, diz estudo Líder de facção criminosa no interior do Acre é preso após tentar matar homem Homem atropela e mata suspeito em frente à delegacia no AC após ter carro baleado quando levava filho à escola O defensor público Celso Araújo Rodrigues, que representa Laurisley, argumentou que a decisão de submetê-lo ao tribunal do júri foi baseada apenas em elementos que não representam indícios suficientes de autoria.
A captura de Laurisley ocorreu em 16 de julho de 2025, um ano após sua fuga, pela Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM-RJ) após troca de informações com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Acre, que monitorava os passos do foragido. Investigações Conforme a Polícia Civil acreana, Laurisley é apontado como um dos fundadores do B13 e tem envolvimento direto em vários homicídios e tentativas.
Além disso, no final de 2024, o órgão policial passou a monitorar pichações em bairros da capital acreana afim de localizá-lo. As investigações apontaram que Laurisley atuava em parceria com Geremias Lima de Souza, morto em dezembro de 204 em frente à delegacia de Polícia Civil no conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, após tentar executar um chefe de uma facção local rival, onde tentavam se infiltrar.
Geremias chegou a retornar a Rio Branco e Laurisley permaneceu escondido no RJ, atuando como elo entre os dois grupos criminosos. Assim que foui capturado no ano passado, o órgão fez o translado de Laurisley ao estado acreano, onde segue preso preventivamente desde então. Já em 2025, a DHPP intensificou as ações de inteligência que levaram à localização de Arrascaeta.
Durante a ação policial, o criminoso tentou escapar pela Avenida Brasil, no RJ, e chegou a apresentar um nome falso aos militares. Ele foi encaminhado ao 21º Distrito Policial de Bonsucesso, onde teve a verdadeira identidade confirmada após contato com a polícia acreana. Contra ele já havia um mandado de prisão expedido pela Justiça do Acre.
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