A Polícia Federal aponta que há uma coincidência entre o período de gravação do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e repasses feitos pelo deputado federal Márcio Frias (PL-RJ), via emendas parlamentares, para organizações chefiadas pela dona da produtora do filme, Karina Ferreira da Gama.
A informação consta na decisão que autorizou uma operação de busca e apreensão contra o parlamentar e outros 28 alvos, entre eles duas organizações não governamentais (ONGs) chefiadas por Karina. Segundo a PF, as primeiras diligências apontam para a possível ocorrência de crimes, principalmente desvios de recursos públicos.
A investigação suspeita que uma organização criminosa, da qual faria parte o deputado Mário Frias, teria usado verbas de emendas parlamentares, repassadas por meio de termos de fomento, para financiar contratos supostamente fraudulentos. Os recursos foram destinados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Academia Nacional de Cultura (ANC), ambos presididos por Karina Ferreira da Gama, que, segundo a PF, tem vínculos com o parlamentar.
Ainda de acordo com os investigadores, os contratos não teriam sido executados de acordo com as finalidades previstas.



