Presidente do TCE-MT é preso em operação da PF O vice-presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Waldir Júlio Teis, é o primeiro na linha de substituição da presidência após a prisão de Sérgio Ricardo de Almeida, nesta quinta-feira (29), durante a Operação Tomada de Contas. Pelo Regimento Interno, Teis assume em caso de ausência ou impedimento do presidente. O TCE, no entanto, não informou quando a substituição será formalizada.

Ainda nesta quinta, o Tribunal suspendeu o expediente e os prazos processuais e a sessão plenária prevista para terça-feira (3). Em nota, informou que a medida foi tomada para "organizar os procedimentos após as decisões judiciais".

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp 🔍Por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sérgio Ricardo, o procurador do tribunal Grhegory Paiva Pires e outros quatro servidores foram presos por suspeita de envolvimento no esquema de suspensão de pagamentos a fornecedores com contratos regulares para priorizar repasses a empresas.

Quem pode ficar à frente do TCE-MT Pelo Regimento Interno, o vice-presidente, Waldir Júlio Teis, é o primeiro na linha de substituição da presidência do TCE-MT TCE-MT O regimento diferencia a substituição temporária da saída definitiva do cargo. Se houver vacância na Presidência, na Vice-Presidência ou na Corregedoria-Geral, deve ser realizada uma nova eleição em até 30 dias para completar o mandato. A substituição temporária não exige nova eleição.

Em caso de vacância na Presidência, na Vice-Presidência ou na Corregedoria-Geral, o regimento prevê uma eleição em até 30 dias para completar o mandato, exceto quando a vaga ocorre nos últimos seis meses. A regra prevê uma exceção para vagas abertas nos últimos seis meses do mandato, quando se aplica a ordem de substituição prevista no próprio regimento.

LEIA TAMBÉM: Vinhos, relógios e euros: veja itens apreendidos em operação da PF no TCE-MT Como presidente do TCE-MT e servidores presos pela PF sacaram R$ 15 milhões em banco dentro do órgão De deputado a presidente do TCE-MT: quem é Sérgio Ricardo, preso em operação da PF Afastamentos de conselheiros A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou ainda o afastamento dos conselheiros em atividade Guilherme Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Alencar, e do conselheiro aposentado Valter Albano da Silva, que ainda integrava a Comissão Permanente de Sustentabilidade do tribunal.

Conforme o TCE, o afastamento de conselheiros não significa que todos os julgamentos precisem ser interrompidos. Para realizar sessões presenciais do Plenário, o regimento exige a presença do presidente ou de quem o substitua, de pelo menos três conselheiros e de um representante do Ministério Público de Contas. As regras internas também permitem convocar auditores substitutos de conselheiros em situações específicas, inclusive quando for necessário recompor o número mínimo de participantes para uma sessão.

A continuidade dos julgamentos depende do cumprimento das decisões judiciais e da possibilidade de reunir os integrantes exigidos pelo regimento. Da esquerda à direita: Valter Albano, Guilherme Maluf, Alisson Alencar e José Carlos Novelli Reprodução Investigação no TCE-MT Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria suspendido pagamentos de contratos regulares para preservar recursos destinados a empresas de publicidade. A suspeita é de que o esquema tenha permitido desvios de dinheiro público.

A investigação identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo saques de R$ 500 mil atribuídos ao presidente do tribunal e transações de R$ 33 milhões realizadas por um dos investigados ao longo de um ano. A operação mobilizou mais de 180 policiais federais e cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As suspeitas seguem sob investigação e não representam uma condenação dos envolvidos.

Da esquerda à direita: Sede do TCE-MT, e o presidente do , Sérgio Ricardo Alair Ribeiro e reprodução