Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (1º) em alta, com um avanço de 0,24% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1862. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem?

Envie para o g1 ▶️As tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar o mercado de energia, após novos ataques no Estreito de Ormuz. Três petroleiros foram atingidos por projéteis enquanto transitavam pelo canal, o que voltou a levantar preocupações com o conflito na região. Na véspera, o Irã também afirmou que se a República Islâmica continuar com suas exportações bloqueadas, nenhum outro país da região será capaz de exportar petróleo.

Em meio à nova escalada das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 2,51%, cotado a US$ 100,49. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 1,81%, a US$ 92,06 o barril.

▶️ Investidores também seguem atentos aos sinais sobre o futuro dos juros nos EUA. Na véspera, o PCE, indicador que mede a inflação a partir dos gastos dos consumidores americanos e a medida preferida do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na condução dos juros, ficou em 3,4% em agosto na comparação com um ano antes, abaixo das previsões do mercado (3,7%). No mês, a alta foi de 0,3%, também abaixo da estimativa de 0,4%.

O dado foi bem recebido pelo mercado e reduziu as preocupações de que o BC americano subisse os juros já em outubro. A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

▶️ As atenções também seguem voltadas ao cenário político, em meio à proximidade do pleito. Na véspera, uma nova pesquisa Quaest mostrou Lula (PT) com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 34% no primeiro turno. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

a Acumulado da semana: -0,13%; Acumulado do mês: -0,10%; Acumulado do ano: -5,73%. 📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: +1,56% Acumulado do mês: +5,03%; Acumulado do ano: +15,65%. Novas tensões no Oriente Médio O ataque a navios petroleiros que trafegavem pelo Estreito de Ormuz voltou a elevar os preços do petróleo nesta quinta-feira. As embarcações foram atingidas por projéteis de origem desconhecida.

As informações são do serviço de inteligência marítima Marisks. A ofensiva acontece apenas dois dias depois de o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmar que nenhum país da região será capaz de exportar petróleo se a República Islâmica for impedida de vender sua commodity.

Na véspera, o Irã informou que recebeu uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para restabelecer o cessar-fogo no Golfo Pérsico, dias depois de o presidente americano, Doanld Trump, ter afirmado que havia rejeitado. Os aliados do Irã comemoravam nesta quarta-feira após Washington ter retirado suas últimas forças do vizinho Iraque, onde 4.500 soldados norte-americanos perderam a vida na maior guerra dos Estados Unidos neste século.

Mais de 200 mil civis iraquianos foram mortos no caos desencadeado após as forças norte-americanas derrubarem o ditador Saddam Hussein, em 2003. Teerã vê a retirada como uma vitória para seu “eixo de resistência” de grupos armados aliados e um passo em direção ao objetivo de expulsar as forças norte-americanas da região.

Com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã entrando agora em seu oitavo mês, Teerã apresentou uma proposta na semana passada segundo a qual Washington suspenderia o bloqueio aos portos iranianos. Além disso, o Irã reabriria o Estreito de Ormuz em um prazo de sete dias. Trump afirmou no domingo que havia rejeitado a proposta, embora o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, tenha dito que Teerã não havia recebido uma rejeição formal.

Em uma postagem no X nesta quarta-feira, um porta-voz do governo iraniano afirmou que Araqchi havia transmitido uma resposta dos EUA ao governo iraniano. O Irã afirma que seu plano visa restaurar um acordo provisório que fracassou semanas após ter sido assinado por Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, em junho.

Na semana passada, mediadores do Catar transitaram entre os enviados dos EUA e do Irã em Nova York, à margem de uma reunião das Nações Unidas -- as primeiras negociações indiretas entre as partes em conflito desde que o cessar-fogo foi rompido. Uma autoridade a par das negociações, que não é iraniana e falou à Reuters sob condição de anonimato, disse que o Catar havia informado Araqchi sobre a resposta dos EUA na terça-feira, quando ele fez uma escala em Doha a caminho de casa, vindo de Nova York.

Segundo a autoridade, as partes concordam amplamente sobre as medidas necessárias, mas ainda discordam sobre a ordem em que devem ser tomadas. O Irã quer que um eventual acordo lhe conceda o controle sobre o Estreito de Ormuz, a rota de transporte de petróleo mais importante do mundo, que passa ao largo de sua costa. O tráfego marítimo pelo estreito aumentou nas últimas semanas, com as transportadoras cobrando taxas elevadas para enfrentar o risco de ataques.

No entanto, os fluxos de petróleo bruto, produtos refinados e gás natural continuam substancialmente interrompidos. Nos incidentes mais recentes, o órgão britânico de segurança marítima UKMTO informou nesta quarta-feira que dois navios haviam sido atingidos por projéteis no dia anterior. De olho nas eleições A Quaest divulgada na segunda-feira mostra Lula (PT) com 39% das intenções de voto no 1º turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL).

Na rodada anterior, os dois tinham 37% e 33%, respectivamente. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. (Confira os principais dados da pesquisa) 🔎 No segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados em 42%.

Outros 13% dizem que votariam em branco, nulo ou não votariam. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno, mesmo percentual da rodada anterior. Romeu Zema (Novo) tem 1%, também estável em relação ao levantamento anterior.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 24 e 27 de setembro, com nível de confiança de 95%. Em relação à avaliação do governo, 49% desaprovam o trabalho de Lula e 46% aprovam. Já na taxa de rejeição, Flávio aparece com 56% e Lula, com 54%.

Bolsas globais Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street fecharam mistos, após dados de inflação abaixo do esperado aumentarem expectativas de que o Fed pode não aumentar os juros já no próximo mês. O Dow Jones caiu 0,86% e o S&P 500 recuou 0,20%, enquanto o Nasdaq Composite avançou de 0,24%. Já na Europa, os principais índices da região fecharam em queda, em meio ao aumento dos rendimentos dos títulos globais.

O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,5%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,79%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,89% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,29%. Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam mistas nesta quarta-feira (30), após as medidas de estímulo anunciadas pelo governo chinês terem decepcionado investidores.

O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 0,31%, enquanto o CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,29%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,37%, o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 1,94% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 0,48%. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters * Com informações da agência de notícias Reuters.